Operadoras de celular montam “exércitos” nas ruas do Centro de THE

Um bom exemplo desse cenário pode ser visto diariamente na Praça da Bandeira, por exemplo.

Quem costuma passar pelas praças mais movimentadas do centro de Teresina já acostumou-se a ser abordado por promotores de venda externa de chips para telefones celulares. Isso é resultado do fato de que as quatro operadoras de telefonia presentes no Estado estão apostando cada vez mais nos trabalhadores de rua, cuja presença é cada vez maior.



Um bom exemplo desse cenário pode ser visto diariamente na Praça da Bandeira, por exemplo. Lá, os trabalhadores (na maioria jovens) não poupam esforços para angariar mais clientes para as operadoras. Abordam os pedestres com ofertas tentadoras, tendo na ponta da língua as respostas para as perguntas relativas ao serviço.

Na manhã de ontem, a reportagem do Jornal Meio Norte contou pelo menos 17 promotores de chips de três operadoras diferentes só na parte central da praça. Estavam por todo o lugar: conversando com os pedestres em pé e também sentados em bancos, esclarecendo as dúvidas de quem se mostrava interessado em contratar um novo serviço ou número.

Na Praça Rio Branco havia ainda mais deles. Quem passou por lá no meio da manhã de ontem certamente foi abordado por um dos 19 trabalhadores que, devidamente uniformizados, falam inúmeras vezes por dia sobre as vantagens e possibilidades oferecidas pelas operadoras.

Na maioria das vezes, o trabalho está focado na distribuição de chips de forma gratuita. Como eles já vêm cadastrados em promoções, o cliente acaba aderindo assim que recebe o chip. Os mais procurados são os pacotes de voz ?ilimitados?, que oferecem vantagens em ligações entre dois celulares da mesma operadora.

Há casos em que os promotores recolhem o chip do cliente na rua mesmo, para realizar a operação de portabilidade, para que o número seja mantido mesmo com a mudança de operadora. ?Não concordo com essa prática, e notei que isso vem ocorrendo bastante. É um tanto desleal, no meu modo de ver. Porque, com isso, a operadora ganha um cliente e ainda tira um da concorrência?, disse o estudante Júnior Pontes, que costuma acompanhar de perto a dinâmica do mercado de telefonia móvel.

Fonte: Dowglas Lima, Jornal Meio Norte