Para 2014 mercado financeiro prevê menos crescimento e mais inflação

Na 15ª queda seguida, previsão de alta do PIB deste ano recua para 0,48%. Expectativa do mercado para a inflação de 2014 sobe de 6,27% para 6,29%.

Os economistas do mercado financeiro revisaram para baixo novamente, na semana passada, sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ao mesmo tempo em que elevaram sua expectativa de inflação para 2014.

Segundo o relatório de mercado divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (8), que é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, a previsão dos analistas para o crescimento da economia brasileira neste ano recuou de 0,52% para 0,48%. Foi a 15ª queda seguida deste indicador. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

No fim do mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira teve retração de 0,6% no segundo trimestre deste ano e que estaria em "recessão técnica", que se caracteriza por dois trimestres seguidos de PIB negativo. Para 2015, a previsão do mercado para a expansão do PIB permaneceu em 1,1%. Na proposta de orçamento do próximo ano, divulgada no fim de agosto, o governo manteve a projeção de alta de 3% para o PIB do ano que vem.

Inflação e juros

A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do pais, subiu de 6,27% para 6,29% para este ano. Para 2015, a previsão ficou estável em 6,29%. Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%, mas com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Na semana passada, o IBGE informou que o IPCA acelerou para 0,25% em agosto. Em julho, ela havia ficado em 0,01%, a menor taxa desde 2010. No acumulado de 12 meses até agosto, houve alta de 6,51%. O resultado é pouco acima do teto da meta da inflação, que é de 6,5%.

Mas, para o Banco Central, ela só é descumprida com base no acumulado em 12 meses até dezembro de cada ano. Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que foi mantida estável pelo Banco Central em 11% ao ano na semana passada, a expectativa dos analistas dos bancos é de que ela permaneça neste patamar até o fechamento de 2014. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico recuou de 11,75% para 11,63% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 recuou de R$ 2,35 para R$ 2,33 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio caiu de R$ 2,50 para R$ 2,49 por dólar. A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 subiu de US$ 2,17 bilhões para US$ 2,41 bilhões na semana passada.

Para 2015, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 8 bilhões para US$ 8,50 bilhões. Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte subiu de US$ 55 bilhões para US$ 56 bilhões.

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Fonte: G1