Para 68% dos brasileiros, desemprego vai aumentar, diz pesquisa CNI/Ibope

Aumentou de 29% para 37% o percentual de brasileiros que dizem já sentir os efeitos da crise

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (20) aponta que 68% dos brasileiros acreditam que haverá aumento do desemprego nos próximos seis meses. A percepção, segundo o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antônio Guarita, é efeito da crise financeira internacional. Os dados mostram que aumentou de 29% para 37% o percentual de brasileiros que dizem já sentir os efeitos da crise no dia-a-a-dia.

O temor da população em relação à possibilidade de perder o emprego registrou aumento na comparação com a última pesquisa realizada pelo instituto, em dezembro do ano passado, quando 63% dos entrevistados disseram achar que o desemprego aumentaria.

Os dados mostram que somente 29% da população considera que a taxa de desemprego vai diminuir ou ao menos permanecer no mesmo patamar. A mesma pesquisa revelou que apenas 32% dos brasileiros acreditam que a crise terminará ainda em 2009.

Inflação

Dos pesquisados, 73% disseram acreditar que a inflação no país deve aumentar nos próximos seis meses. Na última pesquisa, 67% dos entrevistados acreditavam em piora na inflação.

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva piorou em oito setores: no combate à fome e à pobreza, segurança pública, combate à inflação, taxa de juros, combate ao desemprego, impostos, meio ambiente e saúde. Apenas no setor de educação, o nível ficou no mesmo patamar - reduziu de 55% para 54%, queda dentro da margem de erro da pesquisa.

Marco Antônio Guarita afirmou que a queda verificada nos índices pode ser creditada a crise financeira internacional. ?O eixo central da pesquisa foi à crise econômica. A nossa pesquisa registra a insatisfação da população nesse momento?, afirmou.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de março. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 144 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança de 95%.

Fonte: g1, www.g1.com.br