Pela primeira vez, mulher recebe o Prêmio por pesquisas em governança econômica

Oliver E. Williamson nasceu em 1932, em Superior, no estado de Winsconsin

A Real Academia de Ciências da Suécia anunciou nesta segunda-feira (12) ter atribuído o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas a dois pesquisadores norte-americanos: Elinor Ostrom, da Universidade de Indiana, e Oliver E. Williamson, da Universidade da Califórnia, por suas pesquisas em governança econômica. É a primeira vez que uma mulher recebe o prêmio. O prêmio, cujo nome oficial é Prêmio Sveriges Riksbank (o banco central da Suécia) de Ciências Econômicas em Memória a Alfred Nobel, foi estabelecido em 1968, em comemoração ao 300º aniversário da autoridade monetária. Os laureados Nascida em 1933 em Los Angeles, Elinor Ostrom é professora da Universidade de Indiana. Em suas pesquisas, ela demonstrou, segundo a Academia sueca, como a propriedade comum pode ser gerenciada com sucesso por associações. “Elinor Ostrom desafiou a convenção de que propriedades comuns são mal gerenciadas e que devem ser reguladas por autoridades centrais ou privatizadas”, diz a Academia em nota. “Minha primeira reação foi de grande surpresa e apreciação. Ser escolhida para esse prêmio é uma grande honra”, disse Elinor em entrevista imediatamente após o anúncio do prêmio. Oliver E. Williamson nasceu em 1932, em Superior, no estado de Winsconsin. Ele é professor da Universidade da Califórnia. Ele desenvolveu uma teoria em que as empresas servem como estruturas para solução de conflitos. “Oliver Williamson argumentou que mercados e organizações hierárquicas, como empresas, representam estruturas alternativas de governança, que diferem em sua abordagem para resolver conflitos de interesse”, diz a nota. O prêmio, de 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,4 milhão), vai ser entregue em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel. Em 2008, o Nobel de Economia foi atribuído ao norte-americano Paul Krugman, por sua análise dos padrões do comércio e a respeito da localização da atividade econômica.

Fonte: g1, www.g1.com.br