Piauí é 5º em venda de terra para estrangeiros

Essa movimentação é referente a extensão territorial comercializada e não a número de imóveis;

O potencial produtivo no agronegócio e bons preços são atrativos para a venda de terras no Piauí. Nos últimos três anos, o Estado foi o quinto em todo o Brasil em venda de terras para estrangeiros, o aumento alcançou 138%. Esse levantamento foi feito pelo Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) que é o responsável pelo monitoramento de venda de terras para o capital estrangeiro. O percentual é equivalente a um crescimento de aquisição de novos 34.151 hectares no mesmo período de tempo.

Assim passando dos 24.619 , em 2007, para os atuais 58.770 hectares. Essa variação fica atrás apenas dos Estados de Minas Gerais (191.555 hectares), Amazonas (115.756 ha), Mato Grosso (89.322 ha) e Mato Grosso do Sul (50.177 ha).

Essa movimentação é referente a extensão territorial comercializada e não a número de imóveis; de um modo geral a comercialização foi de grandes propriedades territoriais.

As regiões do cerrado e do litoral estão entre as que mais tiveram terras vendidas para este público. ?O excelente potencial do agronegócio, como última fronteira agrícola, bem como o turismo no caso do litoral estão entre os principais atrativos do Estado para essa compra de terras pelo capital estrangeiro?, relatou o superintendente do Incra no Piauí, Evandro Cardoso. Ele considerou ainda que os preços menos elevados se configuram como um atrativo também muito forte, já que é possível adquirir um volume maior de terras por um menor custo.

Outro ponto observado por Evandro Cardoso foi a melhoria na infraestrutura e na logística em todo o Piauí.

?O número de estradas construídas que colaboram com a interligação de todas as regiões do Estado, da mesma forma os investimentos governamentais voltados para o turismo na região do litoral piauiense fortalecem os investimentos, porque colaboram com a redução dos riscos?, aponta o superintendente. Ele alerta que tudo isso é positivo para o Piauí, se feito de modo controlado.

O superintendente explica que o controle de aquisição de terras pelo capital estrangeiro é fundamental para garantir a soberania nacional, por isso existe um limite para o total de território que pode ser vendido.

O processo de monitoramento acontece por meio dos cartórios de registros imobiliários municipais que são obrigados a informar para o Incra o total de terras comercializadas. Mas a superintendência destaca que esse acompanhamento ainda é dificultoso porque muitos cartórios não chegam a informar.

Fonte: Thays Teixeira - Jornal Meio Norte