Piauí tem 16 empresas na lista suja de trabalho escravo

Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego, referente a manutenção de funcionários em atividades análogas ao trabalho escravo

O Piauí possui hoje 16 empresas na lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego, por manter funcionários realizando um trabalho análogo ao escravo.

Além disso, o Piauí teve, de 2003 até este mês de janeiro, 799 trabalhadores resgatados de empresas como essas. Só no ano de 2013 foram cerca de 100 pessoas.

Para protestar contra essa realidade, membros da Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e a Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho no Estado organizaram Ato Público, que aconteceu em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Segundo a superintendente do MTE, Paula Masullo, hoje o Piauí ocupa o 10º lugar na lista suja do Ministério, mas já esteve pior no ranking. ?O Piauí está conseguindo diminuir os índices de trabalho análogo ao escravo no Estado.

Tudo isso é resultado de um esforço muito grande que vem sendo realizado por todos nós e pela sociedade. São mais de dez anos de luta?, disse. Hoje, a maioria do trabalho escravo registrado no Estado está na zona rural, na região dos Cerrados, em fazendas produtoras de grãos.

O presidente do Sinat, Francisco Luís Lima, afirma que as empresas precisam seguir o conceito de trabalho legal, para que não corra o risco de ser condenadas, por estar mantendo trabalhadores em situação análoga à escrava.

?É necessário que a carteira de trabalho esteja assinada, que seja realizado exame médico antes da contratação, para que o funcionário seja encaixado no cargo mais adequado, respeitar Normas Regulamentadoras, dentre outros. Com isso, o ambiente de trabalho será saudável e o empregador não terá problemas?, alertou.

Além disso, eles pediram ainda a condenação dos assassinos dos auditores-fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista do Ministério do Trabalho e Emprego Ailton Pereira de Oliveira.

EM 2004, Eles foram mortos em uma estrada rural de Unaí, Minas Gerais, quando se dirigiam para uma fiscalização em fazenda da região. Por causa disso, o dia 28 de janeiro foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Esse ficou sendo também o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho.

Fonte: Pollyana Carvalho