Polo de Saúde cresce para z.Sul por mais espaço

Polo de Saúde cresce para z.Sul por mais espaço

Atraindo um grande número de pacientes de várias partes do país, o polo de saúde do centro de Teresina está se expandindo para a zona Sul.

Teresina é referência em saúde, e como referência tem sentido, nos últimos anos, a necessidade de expansão. Hospitais tradicionais estão ampliando seus leitos e outros centros de saúde privados sendo construídos em outras regiões. O fato de o espaço do polo de saúde na região central de Teresina já estar saturado faz com que a zona sul, próximo ao polo, se torne espaço ideal para um prolongamento.

Tanto pela proximidade quanto pela qualidade dos espaços, a zona sul tem se tornado uma opção e já está sendo explorada por empresários do setor. O mais notório são as clínicas.

Na Rua Monsenhor Gil, próximo à Rua Goiás, no bairro Ilhotas, por exemplo, uma clínica urológica foi inaugurada recentemente. Uma residência deu lugar à clínica que fica localizada em um ponto estratégico.

Próximo a ela, já na Rua Rio Grande do Sul, outras clínicas pediátricas, de estética, entre outras se instalaram na via que também foi beneficiada pela passagem dos ônibus interestaduais em frente a esses estabelecimentos, o que dá a esses estabelecimentos uma maior visibilidade.

Aos poucos a via se torna mais movimentada e tem chamado a atenção para essa expansão.


Polo de Saúde cresce para zona Sul

Assim como as estruturas já existentes estão sendo readaptadas para a instalação de clínicas, novos prédios estão sendo construídos, como pode ser visto na Rua Olavo Bilac, já próximo à Av. Miguel Rosa. O local dará lugar às instalações de uma clínica.

De acordo com os próprios clientes essa realidade já era uma necessidade em Teresina, já que a cidade está crescendo, assim como suas necessidades.

Para quem utiliza os serviços do polo, a expansão é mais do que necessária e é um fator não só motivado pela falta de espaços, mas sobretudo pela qualidade dos serviços.

?É ótimo, pois quando se vai para o centro não tem espaços para estacionar. Hospitais lotados. É, sim, uma necessidade. Como a zona sul é próximo ao polo, é uma boa. Área tem?, diz o comerciante José Vieira.

Pensões se espalham para atender demanda de pacientes

Como referência, a saúde em Teresina é responsável por gerar riqueza na cidade, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e financeiro. E as pensões tiram grande proveito nesse sentido. Ao redor dos hospitais, toda uma dinâmica comercial se faz necessária.

E é a necessidade que fez crescer o comércio das pensões. Hoje, elas estão situadas em boa quantidade na zona sul, como forma de atender a demanda do interior do Piauí e de outros estados e fugindo da falta de espaços para novos espaços de hospedagem no centro da cidade.

Mas não é de agora que as pensões têm se espalhado por outras zonas. Muitas delas têm mais de 10 anos de funcionamento e entre os fatores para esse deslocamento, além do preço do aluguel dos prédios no centro, se deve principalmente à grande quantidade de pacientes vindos de outros locais.

Somente no bairro Piçarra, há pelo menos cinco pensões distribuídas pela região que atendem a demanda da área da saúde da zona sul e do centro. Essas casas de hospedagens ficam praticamente no centro dos dois polos e constantemente recebem clientes.

Como forma de resolver o problema da distância, o serviço de transporte foi uma alternativa para incrementar os serviços a essas pessoas, um serviço comum a praticamente todas as pensões. ?O transporte facilita muito para eles.

Como eles vêm de fora, a maioria não conhece a cidade, então é um serviço indispensável?, afirma George Leite, funcionário de uma pensão localizada no bairro Ilhotas.

Socorro Costa tem uma pensão na Avenida Odilon Araújo há 12 anos, próximo ao Mercado da Piçarra, e afirma que a referência da saúde de Teresina tem sido fundamental para a expansão desse tipo de serviço. ?Eles vêm fazer tratamento e ficam. Como vêm do interior, muitas pessoas do sul do Estado, distantes de Teresina, muitos procuram ficar?, diz.

Fonte: Virgínia Santos