Poupança tem entrada líquida de R$ 6 bilhões em julho; recorde

Poupança tem entrada líquida de R$ 6 bilhões em julho; recorde

Na parcial do ano, saldo passa a ficar positivo no valor de R$ 3,09 bilhões

Após um primeiro semestre fraco em termos de captação, quando houve mais retirada do que ingresso de dinheiro, as cadernetas de poupança registraram uma entrada líquida (dinheiro que sobra depois das retiradas) de R$ 6,09 bilhões em julho, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (4).

Trata-se da maior entrada líquida de recursos desde dezembro do ano passado, quando os aplicações na mais tradicional modalidade de investimentos do país somaram R$ 6,35 bilhões.

Na poupança, cuja correção é determinada pela variação da taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos.

Depósitos, retiradas e estoque da poupança

No mês passado, os depósitos em cadernetas de poupança totalizaram R$ 111,73 bilhões, enquanto que as retiradas de recursos somaram R$ 105,63 bilhões, segundo informações da autoridade monetária.

O volume total de recursos depositados na caderneta de poupança, por sua vez, atingiu R$ 397 bilhões no fim do mês passado, se aproximando da marca inédita dos R$ 400 bilhões. No fechamento de 2010, o estoque de recursos na poupança estava em R$ 378,7 bilhões.

Acumulado de 2011

Com a forte entrada de dinheiro registrada em julho, a captação da poupança no acumulado de 2011 passou a ficar positiva. No primeiro semestre, houve saída líquida de R$ 3 bilhões da caderneta de poupança. Com o ingresso de R$ 6,09 bilhões somente em julho, a parcial do ano retornou ao campo positivo e registrou o ingresso de R$ 3,09 bilhões. Em todo ano de 2010, a poupança recebeu um volume recorde de recursos (R$ 38,68 bilhões), apesar do baixo rendimento.

Rendimento

De janeiro a julho deste ano, a caderneta de poupança apresentou um rendimento de cerca de 4,3%. No mesmo período, os fundos de renda fixa, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), apresentaram uma remuneração de 6,89%, enquanto que os fundos referenciados em DI (que acompanham os juros básicos da economia) apresentaram rendimento de 6,6%.

Nos sete primeiros meses deste ano, o ingresso de recursos nos fundos de investimento em renda fixa somou cerca de R$ 46 bilhões.

Fonte: G1