Prévia da inflação oficial de doze meses estoura meta do governo

No acumulado deste ano, o IPCA-15 apresentou expansão de 3,86%, excedendo os 3,16% verificados em mesmo intervalo do calendário passado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, teve alta de 0,7% em maio, com desaceleração em relação a abril, quando o indicador marcou 0,77% de avanço.

Em maio de 2010, contudo, a inflação ficou em 0,63%. Nos 12 meses até maio deste ano, a taxa de 6,51% superou o teto da meta estipulada pelo governo (6,5%).

No acumulado deste ano, o IPCA-15 apresentou expansão de 3,86%, excedendo os 3,16% verificados em mesmo intervalo do calendário passado.

Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%. Este índice pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro, pois está bem no meio dos extremos.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no comparativo mensal, a diferença de 0,07 ponto percentual entre a taxa de abril e a de maio "é explicada, principalmente, pelos grupos alimentação e bebidas, que passaram dos 0,79% para 0,54%, e transporte, que, de 1,45%, foi para 0,93%".

Das classes avaliadas, Artigos de residência apresentaram queda de 0,28% em maio, após recuo de 0,07% em abril. Vestuário reduziu o ritmo de alta, indo de 1,46% para 1,30% de elevação. Em contrapartida, Habitação subiu mais (0,72% para 0,93%) assim como Saúde e cuidados pessoais (0,57% para 0,96%) e Despesas Pessoais (0,51% para 0,81%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 13 de abril a 13 de maio e comparados com aqueles vigentes de 16 de março a 12 de abril de 2011.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.

Fonte: Valor Econômico