"Produção industrial tem a maior queda desde 1995", aponta pesquisa IBGE

Indicador teve queda de 5,2% em novembro frente a outubro

A produção da indústria nacional registrou uma queda de 5,2% em novembro na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A queda é a maior desde maio de 1995, quando o indicador recuou 11,2%, e leva a produção industrial brasileira a um patamar próximo ao de maio de 2007.

A taxa de novembro é o segundo resultado mensal negativo consecutivo, acumulando perda de 7,9% entre setembro e novembro. Frente ao mesmo mês do ano anterior, o indicador apontou queda de 6,2%, a maior desde dezembro de 2001, interrompendo uma sequência de 28 meses de taxas positivas.

No ano, a produção industrial ainda acumula alta, de 4,7%. Em 12 meses, a taxa ficou em 4,8%, menor que os 6,0% verificados em outubro de 2008. Segundo o IBGE, os dados de novembro evidenciam "um aprofundamento do ritmo de queda da atividade e um alargamento do conjunto de segmentos com decréscimo de produção".

Veículos e máquinas

O principal impacto negativo em novembro frente a outubro veio do setor de veículos automotores, com queda de 22,6%. No acumulado de janeiro a novembro, no entanto, o setor teve expansão de 12,6%, registrando o maior impacto positivo sobre o indicador da indústria.

Também pressionou para baixo a taxa de novembro o setor de máquinas e equipamentos, com queda de 11,9%. Foram verificadas ainda baixas acentuadas em edição e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%) e metalurgia básica (-10,2%).

Generalização da queda

Ainda na comparação com outubro, os índices por categorias de uso confirmam a generalização da queda na produção industrial. Os bens de consumo duráveis recuaram 20,4% na comparação com ajuste sazonal, maior redução desde dezembro de 1997 (-21,2%), refletindo a sensibilidade desse segmento às condições do crédito.

Bens de capital tiveram queda de 4,0%; e bens intermediários, de 3,9%, quarta redução consecutiva, acumulando, entre julho e novembro, perda de 9,6%. A produção de bens de consumo semi e não-duráveis, por sua vez, registrou a queda mais moderada (-0,7%).

Fonte: g1, www.g1.com.br