Pesquisa MN: Medicamentos têm diferença de até R$ 72

Pesquisa MN: Medicamentos têm diferença de até R$ 72

A pesquisa de medicamentos realizada pelo Jornal Meio Norte revela diferença de até R$ 72,69 no preço atual de medicamentos de uma farmácia para outra

A partir do dia 31 de março, quem tem gastos regulares com a compra de remédios sentirá que alguns medicamento passam a sofrer reajuste após essa data. De acordo com os analistas do mercado, os novos preços serão integrados aos poucos para que o consumidor não sinta tanto de uma só vez.

Contudo, a pesquisa de preços realizada pelo Jornal Meio Norte nas três principais farmácias da capital dá a prova de que aquele que vai a mais de um estabelecimento antes de comprar tende a fazer uma economia de até 70%.

A economia acontece especialmente para aqueles consumidores que fazem a opção pelos medicamentos genéricos, nos casos onde é possível fazer a troca e as receitas não são reguladas, na exemplo dos remédios que têm a venda controlada e receitas especiais.

De acordo com dados divulgados recentemente, a diferença de valores entre farmácias pode superar os 81%. O percentual de aumento para os remédios que acontece a partir do dia 31 ainda não foi divulgado, mas ainda não tem reflexos claros e tendem a chegar às prateleiras após o fim dos estoques atuais, lá pelos meses de junho ou julho.

Entre os tipos de medicamentos que poderão ficar mais caros a partir do final de março estão analgésicos - muito consumidos pelos brasileiros - até mesmo vários remédios de uso contínuo, sendo ao todo uma lista de cerca de 20 mil medicamentos. O reajuste foi autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), tem como base a inflação acumulada no período e os índices de produtividade da indústria. Segundo algumas estimativas do setor, o índice, que será divulgado nas próximas semanas, deve ficar, no máximo, em torno de 5% e abaixo dos 6,01% aprovados no ano passado. O reajuste é válido por um ano e historicamente tem ficado abaixo da inflação oficial.


VEJA AQUI TABELA DE PREÇOS DAS FARMÁCIAS DE TERESINA

Anúncio de reajuste deixa consumidor com medo de comprometer orçamento

Para a roteirista publicitária de 49 anos, Erenilça Alves Campos, que faz uso diariamente de dois tipos de medicamentos para controlar a pressão arterial, o ajuste do preço dos medicamentos anunciado para ocorrer a partir do dia 31 de março não é uma notícia agradável. Segundo ela, mal o salário do trabalhador aumenta, logo começam os reajustes dos preços de cesta básica, produtos de higiene entre outros.

?Dessa forma nunca haverá uma equiparação justa do nosso salário. Em especial, os remédios aumentando são uma péssima notícia e acredito que o governo devia investir mais em pesquisa para que a indústria pudesse reduzir os preços?, enfatiza a consumidora. Na pesquisa de preços realizada nas principais farmácias de Teresina desta semana a farmácia que se mostrou mais vantajosa para a compra de medicamentos foi a rede de Drogarias Globo, com um total de R$ 529,06.

Em segundo lugar ficou a rede de farmácias Pague Menos, com R$ 589,19, e em último lugar se mostrando como a rede onde mais pesa para o consumidor adquirir medicamentos ficou a rede de farmácias Big Ben com R$ 601,75.

A diferença entre a farmácia com o menor preço para a que apresentou o maior preço é de R$ 72,69. Um valor considerável se considerarmos o poder de compra do salário do trabalhador teresinense.

Fonte: Marcilany Rodrigues