Sai o tomate, e entra o feijão na lista de vilões da inflação no Brasil; lista

Feijão, leite, massas e pães já começaram a encarecer, com um agravante: eles têm tudo para incomodar ainda mais o bolso

Inimigo declarado ? e massacrado ? pelos consumidores nas últimas semanas, o tomate começa a sair, discretamente, de cena para dar lugar a novos protagonistas na lista de vilões da inflação. Feijão, leite, massas e pães já começaram a encarecer, com um agravante: eles têm tudo para incomodar ainda mais o bolso.

Segundo o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) André Braz, o problema não será pelo tamanho do aumento, que certamente ficará bem longe dos 112% acumulados pelo tomate desde o início do ano. Mas pelo fato de que a alta não será tão efêmera, como acontece com legumes, frutas e verduras.

? Itens como feijão, leite e derivados do trigo têm aumentos mais duradouros, e com peso maior, porque não são tão fáceis de serem substituídos pelo consumidor ? ressalta André Braz.

Segundo o comerciante de cereais Leandro José Antônio, a alta esperada para o feijão preto é de até 20%, por conta da safra ruim:

? Estamos à base de importações, porque a produção ficou muito baixa.

Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil (Associação Brasileira de Produtores de Leite), diz que o produto deveria estar custando 20% a mais, por conta dos custos, mas acredita que os reajustes não serão tão altos assim.

? Os preços baixos, em 2012, deram prejuízo ao produtor. Isso fez com que a produção fosse reduzida este ano. Isso explica o encarecimento. Falta produto ? diz.

No caso de pães e massas, a alta pode ser menos expressiva. Por enquanto, está previsto um reajuste médio de, no máximo, 10%.

? Se todos os preços continuarem a subir desse jeito, serei obrigada a comer arroz e ovo apenas. Não posso ficar endividada por comprar comida. Tem alguma coisa errada nisso aí. Mas, pelo menos, o preço do tomate está começando a cair, agora ? diz a aposentada Ilma Navarro, de 76 anos.


Sai o tomate, e entra o feijão na lista de vilões da inflação

Fonte: Extra