Slim quer definir venda de parte da América Móvil em menos de 6 meses

Bilionário diz que negócio, motivado por nova lei no país, precisa ser resolvido ‘muito rápido’

O bilionário mexicano Carlos Slim disse que a gigante de telecomunicações América Móvil buscará definir rapidamente uma venda de ativos no México, provavelmente em menos de seis meses. Para Slim, o mais lógico é que essa venda ? necessária para que a empresa reduza sua posição dominante no mercado de telecomunicações do México e possa se liberar de algumas regulações e restrições ? seja feita para uma única companhia.

? O que estamos buscando é que o comprador seja um investidor ou uma empresa que invista, com capacidade, experiência e solidez ? disse Slim, em entrevista na noite de quinta-feira, em seu escritório na Cidade do México. ? Agora, se no lugar de uma são duas empresas, não sei, não podemos nós saber como será, mas o mais lógico é que seja para uma empresa ? acrescentou.

Quando foi perguntado sobre se a operação poderia ocorrer em cerca de seis meses, ele respondeu:

? Para nós, seis meses não é rápido o suficiente, é lento... creio que essas coisas devem ser definidas, quando estiverem na mesa, muito rápido.

A América Móvil, que tem 70% do mercado de telefonia móvel e mais de 60% das linhas fixas do México, busca vender um pacote ?transversal? de seus ativos que seja atrativo para o eventual comprador e lhe permita competir em todo o país, de acordo com Slim.

? Alguns dizem que vamos vender os clientes de baixo retorno, mas ninguém compraria isso ? disse ele.

Slim não quis comentar sobre quais empresas poderiam ser eventuais compradoras do pacote de ativos, nem tampouco sobre quanto a América Móvil poderia receber pela venda dos ativos.

Ele disse que não tem ?uma preferência? por um comprador e que será o vencedor da disputa quem oferecer as melhores condições.

Observadores do mercado têm especulado que a operadora norte-americana AT&T, que até pouco tempo atrás era uma importante acionista da América Móvil, poderia ser candidata à compra, agora que está lançando uma ofensiva na América Latina.

Fonte: O Globo