Taxa de juro do cheque especial sobe e chega a estratosféricos 164%

Taxa de juro do cheque especial sobe e chega a estratosféricos 164%

Esse é o maior patamar desde fevereiro de 2005.

A taxa de juros do cheque especial subiu para 8,41% ao mês (163,53% ao ano) em novembro, atingindo o maior patamar desde fevereiro de 2005, de acordo com dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgados nesta quinta-feira (8).

No mês anterior, a taxa de juros do cheque especial havia sido de 8,21% ao mês (157,76% ao ano).

Já os juros do empréstimo pessoal em bancos avançaram de 4,31% para 4,39% ao mês entre outubro e novembro. Ao ano, a taxa dessa modalidade de financiamento subiu de 65,92% para 67,46%.

Juros do comércio e outras modalidades

Ainda de acordo com o levantamento, os juros mensais do comércio passaram de 5,44% em outubro para 5,46% em novembro. Ao ano, os juros dessa modalidade de crédito atingiram 89,26%, ante 88,83%.

Já a taxa média mensal do CDC para financiamento de automóveis subiu de 2,16% para 2,20% entre outubro e novembro deste ano. A taxa é a maior desde setembro deste ano, quando estava em 2,24% ao mês.

Na mesma linha, os juros dos empréstimos em financeiras avançaram entre o décimo e o décimo primeiro mês do ano, de 8,76% para 8,88% ao mês. A taxa é a maior desde setembro deste ano (8,94% ao mês e 179,41% ao ano).

O juro do cartão de crédito, por sua vez, manteve-se estável entre um mês e outro, em 10,69% ao mês. Essa taxa é a maior desde junho de 2000, quando estava em 10,70%.

Saindo das dívidas

Segundo especialistas, como a dívida do cheque especial é uma das mais caras, o empréstimo consignado ou o crédito pessoal pode ser uma forma de diminuir a taxa de juros para aqueles que já estão no limite da conta. Quem fizer essa opção deve analisar com atenção o contrato feito com o banco e o valor da taxa cobrada pelo empréstimo.

Outra forma de evitar novos problemas é pedir que a instituição cancele essa linha de crédito, encerrando o limite do cheque especial. Para isso, entretanto, é necessário que o cliente negocie seus débitos atuais com o banco.

Os especialistas ainda esclarecem que o cheque especial não pode ser visto como renda, devendo ser utilizado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar esse limite por um período maior, procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial, orientam.

Fonte: UOL