Venda de carros deve dobrar em 15 anos no país

Venda de carros deve dobrar em 15 anos no país

O número de veículos vendidos anualmente no país deve dobrar até 2025.

O número de veículos vendidos anualmente no país deve dobrar até 2025. A previsão é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que participou da abertura do congresso anual da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), realizado em São Paulo. O ministro disse que um estudo encomendado pelo governo federal aponta que, em 15 anos, serão comercializados, anualmente, no Brasil, 6,8 milhões de carros, motos, caminhões e tratores. Estimativas da Fenabrave apontam que, neste ano, serão 3,4 milhões.

Miguel Jorge afirmou que as demandas interna e externa de veículos impulsionarão o crescimento das vendas. Segundo ele, no Brasil e nos países que compõem o grupo dos Bric (Rússia, Índia, China, além do Brasil), a frota é composta por mais carros antigos do que em países desenvolvidos, e o índice de carros por habitante é menor.

?Cerca de 60% da frota do Brasil têm menos de dez anos de fabricação. No Japão, são 83%?, explicou Miguel Jorge.

?Os Bric também têm frotas velhas e, por isso, têm condição de puxar a demanda por automóveis.? O ministro afirmou, entretanto, que a redução da carga tributária que incide sobre os veículos é vital para que montadoras brasileiras possam competir por esta demanda com fábricas de outros países. Ele afirmou que, no país, até 30% do preço de um carro são formados por impostos, o dobro da média mundial.

?Um veículo no Brasil pode custar o dobro do que custa na Índia, com um peso muito grande dos tributos nesta diferença?, declarou Miguel Jorge.

Ainda, de acordo com ele, o número de vendas de veículos no país poderia ser, aproximadamente, 50% maior caso os impostos fossem menores e os juros dos financiamentos também. ?Nós aumentaríamos as vendas em cerca de 1,8 milhão de unidades se os impostos fossem reduzidos para algo como 16% e se os juros dos financiamentos caíssem de 24% para 16% ao ano.?

Fonte: Agência Brasil