Venda de peixes deve crescer 40% até a chegada da Semana Santa

Segundo o vendedor Natan Oliveira, os preços devem permanecer fixos até a chegada da Semana Santa

Com a chegada da Quaresma, quando muitos católicos deixam de comer carne, é comum o consumo maior de peixes. No Mercado do Peixe em Teresina, a movimentação de consumidores foi intensa desde o início da manhã de ontem, Quarta-feira de Cinzas (18), data em que se inicia o período da Quaresma. A expectativa dos vendedores do local é que a procura por peixes cresça até 40%.

Dentre os mais procurados estão a tilápia, tambaqui e pescada amarela. Os preços variam e os consumidores temem o aumento nos valores cobrados por estes produtos em Teresina, devido à grande procura. No Mercado do Peixe, o quilo da tilápia custa R$ 11,00, já o tambaqui sai por R$ 9,00 e a pescada amarela com cabeça custa R$ 26,00, o quilo.

Segundo o vendedor Natan Oliveira, os preços devem permanecer fixos até a chegada da Semana Santa.

“A partir da próxima semana as pessoas devem procurar ainda mais os peixes, para consumir especialmente na quarta e sexta-feira. Nossa expectativa é que alcancemos os 40% de aumento na procura este ano, mas os preços não devem subir”, coloca o vendedor. Já Tadeus Sousa, outro vendedor, acredita que o aumento do peixe não passará de 5%. “Deve ter um aumento na pescada amarela e no piratinga, mas será mínimo”, afirma Tadeus.

Irmão Torres foi um dos vendedores que aproveitaram a boa movimentação no Mercado para aumentar o preço do quilo do peixe. O quilo do tambaqui, que custava R$ 8,00, subiu para R$ 9,00 e pode chegar até R$ 10,00, quando estiver próximo da Semana Santa.

Na mesa da família do eletromecânico Edvaldo Sena, o peixe é o prato predileto. Com a chegada da Quaresma o consumo vai ficar ainda maior. Ele já está se preparando para esta época e comprou, ontem, cerca de 20 quilos de peixe. “Minha família é toda religiosa. Somos todos católicos e seguimos a tradição deixada pelos nossos pais. Não comemos carne nas quartas e sextas durante toda a Quaresma”, comenta.

Fonte: Aline Damasceno