Vendedores de frutas ambulantes lucram nos cruzamentos em Teresina

Vendedores de frutas ambulantes lucram nos cruzamentos em Teresina

Ao preço de R$ 3,00 um saco ou dois sacos por R$ 5,00, ele vai levando a vida. Isto porque ele e a família vivem apenas com o dinheiro apurado da vendas da fruta

A cada safra tem uma fruta diferente colorindo a cidade. Nos cruzamentos das ruas centrais da capital sempre tem um grande movimento de vendedores oferecendo as frutas aos condutores de veículos e pedestres. Das mais variadas espécies, elas são vendidas a preços "promocionais".

As mais procuradas são as frutas da estação colhidas quando maduras, reflexo da exposição intensa ao sol. Essas estão sempre em boas condições e são mais abundantes, o que força a baixa dos preços.

Logo na esquina, no cruzamento das avenidas Frei Serafim e Coelho de Resende, o vendedor de frutas Maurício Lucas do Nascimento, de 42 anos, transita entre os carros oferecendo a fruta da vez: a pitomba.

Ao preço de R$ 3,00 um saco ou dois sacos por R$ 5,00, ele vai levando a vida. Isto porque ele e a família vivem apenas com o dinheiro apurado da vendas da fruta.

"Desde 1986 trabalho aqui diariamente, faça chuva ou faça sol. Comecei com meu pai, mas hoje ele é aposentado e mora no interior do Estado", conta o vendedor que tem três filhos. Na casa onde vive, no Bairro São Pedro, zona Sul de Teresina, mora ele, a esposa e dois filhos.

Todas as frutas que Maurício vende no cruzamento são da estação e, por isso, possuem o preço mais baixo, o que atrai os clientes, a maioria motoristas.

Há dois meses, Maurício oferecia aos clientes o umbu. "Vendo de acordo com a safra. Agora estamos na safra da pitomba, mas já teve a da ciriguela, depois teremos o tempo da ata e assim vai", acrescenta.

Diariamente, ele vende uma média de 30 a 40 sacolas de frutas no período de 8 horas até as 17h30. Cada fruta vem de um lugar diferente e chega até a mão dos consumidores em Teresina.

"A ata, por exemplo, vem do Ceará. Já a pitomba vem de São Pedro do Piauí", finaliza o vendedor.

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Fonte: Aline Damasceno