Educadores de Recife ministram oficina

A oficina de de maracatu, frevo, afoxé, cavacos e percussão é parte das atividades do Projeto Afethos

Os alunos da Escola de Circo Pé de Moleque participaram ao longo da semana passada de um projeto especial. Educadores Sociais vieram de Pernambuco para ministrar oficina de maracatu, frevo, afoxé, cavacos e percussão. Ligado ao projeto Afethos a oficina está ligada a formação para meninos e meninas de rua através de uma rede de circo social organizada pelo Circo de Soleil, grupo circense canadense criado por ex-artistas de rua.

A oficina de de maracatu, frevo, afoxé, cavacos e percussão é parte das atividades do Projeto Afethos, desenvolvido pelo Movimento de Meninos e Meninas de Rua do Piauí, com recursos da Petrobras. Os responsáveis pelas oficinas são os educadores sociais Carlos Lói e Tonho das Olindas fazem parte do Movimento dos Meninos e Meninas de Rua de Pernambuco. O evento acontece nas dependências da Escola de Circo Pé de Moleque, localizada na Zona Sul de Teresina.

A Escola de Circo Pé de Moleque funciona há 14 anos e é fruto do Movimento de Meninos e Meninas de Rua do Piauí. ?O movimento já funciona há 25 anos e a escola foi fundada em 1996?, explica a coordenadora geral do projeto Afethos, que desenvolve as oficinas, Gilza Queiroz. Ao todo 20 alunos participaram das oficinas que vai render importantes resultados futuros. ?A oficina começou na segunda e foi concluída nesta sexta com 20 crianças que vão atuar na formação de um espetáculo que reúne estes elementos?, explica.

O novo espetáculo do projeto Afethos é chamado Circo Bem Brasileiro II que conta com muito do aprendizado das oficinas. Por parte dos educadores sociais as oficinas também são importantes. Tonho das Olindas comenta sobre a importância de entidades como esta para incentivar que as crianças tenham objetivo na vida e não caiam na marginalidade. ?Às vezes, só falta uma oportunidade para que o menino de rua de hoje conheça seus direitos e deveres e, no futuro, se torne um cidadão consciente de seu papel?, explica.

Segundo a coordenadora do projeto Afethos há uma rede de circo social em todo o Brasil que atua em conjunto para evitar a marginalização das crianças. ?É importante ressaltar que fazemos partes de uma rede de circo social organizada pelo Circo de Soleil em que organizamos um trabalho em conjunto?, ressaltou. (C.R.)

Fonte: Carlos Rocha, Jornal Meio Norte