"Eles atiravam como loucos", relata sobrevivente de tiroteio em Bangu, RJ

A camareira, que foi atingida por estilhaços de bala no abdômen, na perna e no nariz, disse que está abalada e com medo.

Muito abalada e emocionada, a camareira Maria José da Silveira, que foi atingida por estilhaços de balas durante uma tentativa de resgate de presos, no Fórum de Bangu, na Zona Oeste do Rio, na quinta-feira (31), contou como foi a ação dos criminosos, conforme mostrou o RJTV deste sábado (2). "Eu estava sentada na frente e aí o ônibus parou no sinal e eu vi aqueles dois homens saindo do carro, puxando aquela arma grandona e atirando que nem uns loucos", relatou.

A camareira, que foi atingida por estilhaços de bala no abdômen, na perna e no nariz, disse que está abalada e com medo. ?Foi muito tiro. Eu não sei que mundo é esse. Eu agradeço a Deus pela minha vida", concluiu.

Durante a ação, Kayo da Silva Costa e o terceiro sargento Alexandre Rodrigues de Oliveira, de 40 anos, morreram após uma tentativa de resgate dos presos. Além de Maria José, outro PM também ficou ferido durante a troca de tiros. Eduardo Gonçalves dos Santos seguia internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Ele foi operado e seu quadro de saúde ainda inspira cuidados.

Homenagem

Na manhã deste sábado (2), amigos e familiares de Kayo fizeram uma homenagem ao menino durante um protesto em Bangu. Ele era jogador da escolinha do clube do bairro. Juamir Farias do Rosário, avô da vítima, declarou que o que aconteceu à sua família "parece um pesadelo". "É entregar nas mão de Deus. Ele era um menino alegre, cheio de sonhos. Está muito difícil para a família. Parece um pesadelo", desabafou.

Os corpos de Kayo e Alexandre foram enterrados na sexta-feira (1º). Além de colegas do futsal do menino, também foram ao enterro colegas da turma da terceira série da Escola Municipal Bangu.

Nove presos

Policiais militares do 14º BPM (Bangu), com o apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), realizaram uma operação na manhã de sexta-feira (1º) nas favelas Vila Vintém, Curral das Éguas, Minha Deusa e Sete Sete, todas na Zona Oeste do Rio, para prender os responsáveis pelo crime. Nove pessoas foram presas.







Fonte: G1