Consórcio divulga fotos de obras na usina de Belo Monte; fotos

Consórcio divulga fotos de obras na usina de Belo Monte; fotos

Norte Energia diz que 60% da área da obra já estava desmatada

A Norte Energia, empresa responsável pela construção e futura operação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, divulgou nesta sexta-feira (27) imagens das obras do empreendimento realizadas na região de Altamira.

A ação é uma resposta à organização ambiental Greenpeace, que distribuiu nesta quinta-feira (26) fotos aéreas que mostram o impacto da construção na região. As fotos divulgadas pela empresa foram feitas entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012. Já os dois sobrevoos do Greenpeace foram realizados em janeiro e em abril de 2012.

A empresa afirma que parte da área que abrigará o complexo hidrelétrico já estava desmatada antes mesmo do início da instalação dos canteiros e das barragens, em 2011 e 2012, respectivamente.

As imagens do consórcio mostram áreas de pastagem e fazendas próximas à região denominada ?Volta Grande do Xingu? que, segundo a Norte Energia, foram adquiridas pela empresa após já terem sido "antropizadas" (quando a vegetação nativa foi removida para dar lugar a atividades agrícolas). A Norte Energia diz que 60% da área ocupada por Belo Monte está desta forma.

Outra imagem mostra o antes e depois da implantação do Sítio Belo Monte, um dos principais canteiros e onde será instalada a casa de força principal da usina.

Estimativa da companhia é que serão desmatados até 175 km² de florestas da Amazônia, uma área equivalente ao tamanho da cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, que tem 167 km² de acordo com o Instituto.

Informações

A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco municípios: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira é a mais desenvolvida dessas cidades e tem a maior população, quase 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes.

Belo Monte custará pelo menos R$ 25 bilhões, segundo a Norte Energia. Há estimativas de que o custo chegue a R$ 30 bilhões. Trata-se de uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo federal.

Apesar de ter capacidade para gerar 11.200 MW de energia, Belo Monte não deve operar com essa potência. Segundo o governo, a potência máxima só pode ser obtida em tempo de cheia. Na seca, a geração pode ficar abaixo de 1.000 MW. A energia média assegurada é de 4.500 MW.

Fonte: G1