Empresas ganham projeção em Feira de Economia Solidária

A Feira da Economia Solidária foi realizada na praça Pedro II

As cidades piauienses estão repletas de médias e pequenas empresas que nasceram através de inovações locais baseadas no aproveitamento do potencial que antes não era explorado. Isso ficou claro na primeira Feira da Economia Solidária, realizada em Teresina, durante três dias, que contou com empreendedores que produzem na cidade e no campo.

Com isso, foi possível ver a cajuína do município de Aroazes, além da cachaça e das esculturas de alumínio, produzidas em Piripiri. A cada stand de venda, uma nova história, ou o que dizer de uma prática realizada há 179 anos? São atividades construídas por famílias que passaram os conhecimentos de geração a geração e, assim, construíram suas pequenas e médias empresas.

O que era para ser mais uma profissão passada de pai para filho, tornou-se algo reconhecido nacionalmente. Márcio Ângelo conviveu, por muitos anos, diretamente com a produção de utensílios domésticos feitos de alumínio, como panelas e frigideiras. O avô e o pai fabricavam e logo em seguida vendiam o material. Com o passar do tempo, Márcio percebeu algo que mudaria seu negócio. “Notei que o mercado estava sendo voltado para a decoração. Pensando nisso, procurei me dedicar nessa área, pois as esculturas de peças de alumínio requerem um trabalho mais delicado e muito amor”, explicou.

Após buscar curso de apoio, Márcio fez capacitação e treinamento e hoje é registrado como microempreendedor e conta com uma produção média de 400 peças por mês. O sucesso do empreendimento deu tão certo, que, durante evento do Piauí em São Paulo, ele foi reconhecido pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum. “Ele ficou encantado, pois viu que no Piauí tem pessoas que desenvolvem trabalhos belíssimos, sustentáveis e de qualidade”, afirma.

Márcio é mais que um empreendedor, é um artista. Mas nada disso seria possível sem a principal matéria-prima, o alumínio, presente principalmente nos chamados “ferros-velhos”.

É de lá que Márcio retira seu material. “Tenho o conhecimento prático, então sei qual alumínio serve ou não. Uma vez eu ouvi que teria que sair do meu Estado para saber sobre fundição do metal. Falaram-me que na nossa região ninguém me poderia falar sobre o conhecimento técnico. Mas não me desestimulei, fiz e faço minhas experiências para aprimorar meu trabalho”, afirma.

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Fonte: Djalma Batista e Daniely Viana