Entidades reclamam do descuido com a água em ato público realizado na capital

Entidades reclamam do descuido com a água em ato público realizado na capital

A água que chega de forma precária às residências das zonas periféricas de Teresina foi uma das reclamações

A água que chega de forma precária às residências das zonas periféricas de Teresina foi uma das reclamações feitas durante o ato que celebrou o Dia Internacional da Água, no último sábado, na capital. Várias entidades socioambientais se reuniram na Ponte Estaiada para comemorar o dia, mas também para reclamar do descuido com esse bem.

?As famílias da periferia de Teresina não têm água com frequência em suas casas, mas a conta sempre chega. O engraçado é que no final do mês, se formos observar eles ficaram muito mais dias sem água nas torneiras do que o contrário?, reclamou Paulo Roberto Campos, da Cáritas.

Eles reclamaram ainda da falta de políticas públicas de proteção à água, do descuido com os rios, da falta de saneamento básico, dentre outros. ?Nós todos precisamos cuidar da água do nosso planeta, precisamos buscar uma maior educação ecológica. As pessoas precisam se conscientizar da necessidade desse cuidado com a água. Água é vida?, afirmou.

O coordenador da ONG Comissão Pastoral da Terra, Eusébio de Sousa, que também participou do ato na Ponte Estaiada no último sábado, afirmou que a chegada de grandes projetos ao Piauí também vai contribuir para prejuízo aos recursos hídricos.

?A construção de grandes barragens no rio Parnaíba, a exploração do Gás de Xisto na Bacia desse rio, projetos de mineração, serão responsáveis por grandes prejuízos aos nossos rios. Não podemos aceitar que isso aconteça?, afirmou.

Além da Cáritas e da Comissão Pastoral da Terra, também participaram do ato membros da Obra Kolping, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag-PI), Rede de Ambientalistas do Piauí e escolas. O ato durou toda a manhã e teve momentos de comemoração ao Dia Mundial da Água e ainda o momento voltado para as críticas.

Fonte: Pollyana Carvalho