Entidades se reunirão com governador para tratar déficit de vagas para tratamento de dependentes químicos

Sem incentivos, membros das principais comunidades se reunirão nesta quinta-feira com o governado Wellington Dias para traçar soluções.

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Por: Olegário Borges

De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Comunidades Terapêuticas, Célio Luiz Barbosa, a oferta de vagas para o tratamento de dependentes químicos está prejudicada pela falta de incentivo advinda do poder público. Das 14 comunidades terapêuticas, que oferecem tratamento gratuito para dependentes químicos, poucas operam com a contrapartida do governo que, nos últimos anos, cerceou o apoio a estas entidades, que ajudam a reorganizar a vida do dependente e fornecer subsídios para a reinserção social destes indivíduos. Sem incentivos, membros das principais comunidades se reunirão nesta quinta-feira com o governado Wellington Dias para traçar soluções.

Em junho de 2014, as Comunidades Terapêuticas reconhecidas pela Federação disponibilizavam 580 vagas para o tratamento de dependentes químicos. Atualmente o governo financia 300 vagas para o tratamento de dependentes químicos, enquanto o ideal seriam 3.000 vagas. Todas as entidades sobrevivem com recursos de convênios e doações. "E esse número ainda não seria suficiente para suprir a demanda que está na fila de espera dessas comunidades", afirma Célio Barbosa.

A Confederação está a procura de senadores e outros políticos para encontrar soluções. "(Hoje) vamos nos reunir com o governador Wellington Dias para conversar a respeito da criação de novas vagas. Temos grandes esperanças com esta reunião, pois o governador foi bastante sensível e atencioso no passado. Ele, quando era senador, foi quem conseguiu o financiamento dos R$ 2 milhões pelo Governo Federal. O Piauí precisa de aproximadamente de 3.000 vagas e nossa proposta é conseguir auxílio para a criação de pelo menos 1.200 vagas nas comunidades terapêuticas. Estamos esperançosos que a reunião terá um saldo positivo", diz o terapeuta Célio Barbosa.

Fonte: Olegário Borges