Escola de ataque no Rio fica fechada por mais uma semana

Grupo de psicólogos e assistentes dará assistência a famílias e vítimas

A escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, ficará pelo menos uma semana sem aulas. Segundo a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, que foi até a escola nesta sexta-feira (8) dar uma entrevista coletiva, a partir desta sexta, até a sexta-feira seguinte (15), psicólogos e assistentes sociais farão um atendimento às famílias que tiveram crianças mortas ou feridas no ataque feito por Wellington de Oliveira Menezes, na quinta-feira (7).

A secretária explicou que na próxima sexta-feira (15), o grupo se reunirá para avaliar se a escola poderá ser reaberta novamente na segunda-feira seguinte. Costin afirmou que a escola não se fechará para a comunidade. ?Não queremos transformar as nossas escolas em bunkers, em presídios, mas isso não nos exime de pensar, de refletir sobre segurança dessas instituições.?

Para ela, não haveria como impedir a entrada de Wellington no colégio, nem mesmo se houvesse seguranças armados, porque é comum a entrada de ex-alunos nas suas escolas. ?Temos exemplos de ex-alunos, centenas de casos de sucesso, que visitam suas escolas. Não vamos criar monstros."

O ministro da Educação, Fernando Haddad, também foi até a escola. Ele falou que as famílias das vítimas precisam de apoio, assim como os professores do colégio.

Haddad lembrou que já há, dentro das secretaria municipais um trabalho em relação ao bullying, mas a secretária Cláudia Costin ressaltou que não seria este o problemano caso de Wellington.

O diretor da escola, Luis Narduk, disse ter 30 anos de magistério. ?Não queria ter passado por isso?, lamentou. ?Mas nós vamos erguer essa escola?, disse, muito emocionado.

Baleados

Uma das crianças que estava internada no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, vítima do atirador da escola teve alta no início da tarde desta sexta-feira (8). Renata Lima Rocha, de 13 anos, foi baleada no abdômem.

Ela não falou com a imprensa, mas o homem que socorreu a estudante foi visitá-la no momento em que ela teve alta: ?Foi muito bom, ela me falou que me deve uma, e combinamos de nos encontrar de novo?, disse Fábio Júnior, chorando.

Três dos onze jovens feridos na tragédia de Realengo, na quinta-feira (7), seguem internados em estado grave, inspirando cuidados rigorosos, de acordo com informações da Secretaria estadual de Saúde.

Dois pacientes estão em estado grave, um menino e uma menina, ambos de 13 anos, internados no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O menino, baleado no olho direito, foi operado e está sedado no pós-operatório de neurocirurgia.

Ele respira com o auxílio de aparelhos e seu estado é considerado estável. A menina, atingida no abdômen e na coluna, foi operada no Hospital Albert Schweitzer. Ela também está sedada, respira por aparelhos e segue com acompanhamento rigoroso. Os dois estão no CTI pediátrico da unidade.

Outro estudante que também está em estado grave, é um menino de 14 anos, baleado no abdômen e na mão. Internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste, ele está sedado, respirando por aparelhos e sob cuidados intensivos.

Dois pacientes que estão no Hospital Albert Schweitzer, o menino de 13 anos, que teve fratura de antebraço, está estável, em observação, mas sem previsão de alta. O outro menino, de 12 anos, atingido no abdômen, foi encaminhado ao CTI pediátrico, no pós-operatório, sendo acompanhado pela equipe de cirurgia geral, ortopedia e pediatria. Não há previsão de alta.

No Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, o menino, de 14 anos, que sofreu uma lesão vascular grave no ombro direito, foi operado, passa bem, está estável, lúcido e orientado, no CTI pediátrico. Não há previsão de alta.

No Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Centro do Rio, estão internados um menino e uma menina, ambos de 13 anos. O menino, baleado no braço, apresenta boa recuperação cirúrgica e está em observação. A menina, baleada nas mãos, também passou por cirurgia e está em observação. Os dois estão na enfermaria pediátrica.

No Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte, o menino, de 13 anos, baleado na perna e no braço, segue estável e seu quadro clínico evolui bem. O mesmo acontece com o estudante baleado na cabeça, na mão e na clavícula, internado no Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, na Zona Norte. Ele está no CTI pediátrico, mas passa bem e está estável.

O corpo do atirador está no IML. Nenhum parente apareceu para tratar do enterro.

Fonte: g1, www.g1.com.br