Escolas de Teresina têm 561 especialistas, mestres e doutores

A capital possui, hoje, 524 especialistas, 35 mestres e 2 doutores

Todo profissional precisa se qualificar ao longo de sua carreira, e os professores não são diferentes. Na Rede Municipal de Ensino de Teresina, os docentes recebem incentivos para irem além da graduação em um curso superior, buscando especializações, mestrado e até doutorado.

A capital possui, hoje, 524 especialistas, 35 mestres e dois doutores, trabalhando de forma direta para os quase 100 mil estudantes matriculados. Outros 23 docentes estão afastados, em dedicação exclusiva aos estudos de mestrado e doutorado.

Além dos professores, um dos maiores beneficiados com a escalada de titulações são os alunos, que passam a contar com profissionais ainda mais habilitados em sala de aula.

Porém, conquistar outro título acadêmico exige principalmente tempo e dedicação aos estudos; por isso, a Prefeitura de Teresina encontrou formas de estimular a inserção dos docentes em cursos de pós-graduação. A liberação integral de professores em mestrado ou doutorado fora do Estado é a principal maneira de incentivar a busca por títulos.

Seguindo o mesmo formato da Universidade Federal do Piauí (UFPI), os docentes em qualificação são substituídos em sala de aula, sem suspensão de seus provimentos, para dedicar-se totalmente aos projetos de mestrado e doutorado.

Já para pós-graduação em Teresina, os docentes de 40h são liberados de seus compromissos em sala de aula por 20h, utilizando esse tempo para frequentar as aulas e realizar pesquisas.

Outro motivo que leva muitos docentes a buscarem titulações é o crescimento financeiro na carreira. A Prefeitura incide sobre o vencimento do professor com doutorado 40% de gratificação, também para estimular a permanência dos docentes graduados na Rede.

A professora doutora Magna Silva é uma dos dois docentes com doutorado na Rede Municipal, e atua nas turmas de 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Moacir Madeira Campos. Para ela, a busca por qualificação profissional e acadêmica deve ser um percurso natural, e continuar lecionando na Rede Pública é uma forma de retribuição.

"Eu sempre quis continuar estudando e não pretendo parar no doutorado. Participo de grupos de pesquisas, formações e faço todos os cursos que posso, pois o vínculo com a universidade é a melhor forma de me manter atualizada, aperfeiçoando as práticas.

Também escolhi permanecer na sala de aula, com os pés na escola, porque os alunos são meu principal motivo da busca por mais conhecimento. Acredito que posso contribuir bem mais com a escola, com a formação desses alunos e com o ensino público de forma geral", afirma Magna.

As temáticas trabalhadas no mestrado e no doutorado pela professora giram em torno de aspectos da política educacional, especialmente da formação de professores. Segundo Magna, os estudos sobre a temática ajudam a compreender melhor a própria atuação enquanto educadora.

"Todos os docentes deveriam seguir esse caminho de qualificação, sem esquecer que voltar para a sala de aula é a melhor maneira de agradecer o que a sociedade investiu na sua formação. Não há melhor forma de retornar esse investimento do que contribuindo para a construção de uma educação pública de qualidade", conclui.

Fonte: Jornal Meio Norte