Espera por ônibus chega a ser de até três horas em bairros da zona Sul de Teresina

Espera por ônibus chega a ser de até três horas em bairros da zona Sul de Teresina

Os trabalhadores das empresas do Distrito Industrial são os maiores prejudicados. Após mudança na parada de ônibus, profissionais têm que andar mais para chegar ao trabalho e ainda se arriscam em ruas

O Bairro Distrito Industrial, zona Sul de Teresina, concentra muitas empresas, com milhares de funcionários que dependem do transporte público da cidade.

No caso dos trabalhadores de uma empresa de call center, que soma quase 4 mil funcionários, o acesso ao local de trabalho tem sido difícil em razão de existir apenas uma única linha que passa pelo local. No caso, a linha 609 – Saci/Miguel Rosa.

Segundo os funcionários da empresa, essa linha de ônibus demora muito a passar. O tempo de espera chega a até 3 horas. Além disso, por ser a única opção existente para ir e voltar do trabalho, os funcionários veem-se obrigados a pegar conduções muito lotadas.

Outro problema exposto à reportagem foi a questão da segurança, visto que a parada de ônibus fica há duas quadras da empresa, o que corrobora em assaltos no percurso entre a empresa e a parada.

A parada de ônibus antes ficava em frente à empresa, na Rua D, porém foi mudada já há algum tempo para a esquina, na Rua E, em frente a uma fábrica de roupas.

“O Saci/Miguel Rosa passava aqui na frente da empresa, mas tiraram a parada de ônibus que tinha, fazendo com que não trafegasse mais aqui. Agora não passa mais, só quando o motorista decide vir até aqui”, conta a funcionária Quênia Silva, de 29 anos.

Para Rosângela Meneses, de 32 anos, que também é funcionária da empresa de call center, a mudança da parada de ônibus da Rua D para a Rua E foi “horrível”: “É muito perigoso, é arriscado a gente ser assaltada só nesse caminho que vai até ali”, afirma.

Sobre a demora dos ônibus, ela diz não estar satisfeita com os serviços prestados: “Demora, sim, mas depende do horário. De tarde eu pego às 15h30 e 16h30, ele demora mais de uma hora e, às vezes, nem passa”, relata a funcionária.

A situação já é difícil de segunda a sábado, mas para os funcionários que precisam ir trabalhar aos domingos, a situação piora mais ainda. “Dia de domingo aqui é horrível, não tem ônibus de jeito nenhum.

Aconteceu de um domingo terem feito um arrastão da parada até aqui, ninguém saía nem entrava na empresa porque estava tendo assalto no caminho. Aqui fica deserto, isolado”, conta Rosângela Meneses.

Ampliação da linha de ônibus está em estudo

Quanto à questão da única linha que assiste os funcionários da empresa de call center, Fábio Prado, gerente geral do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (SETUT) garantiu à reportagem que já está havendo um estudo de ampliação da frota na região do Distrito Industrial. Segundo ele, mais uma linha estará disponível para atender à população, precisando apenas do aval da STRANS.

De acordo com o gerente geral do SETUT, não deve haver entraves para a viabilização da nova linha de ônibus. "A avaliação técnica está sendo vista de acordo com o fluxo de passeiros. O SETUT de imediato disponibilizará a nova linha de ônibus da região assim que for aprovada a ampliação", finaliza Fábio Prado.

Mudança da parada é provisória, diz Strans

De acordo com informações obtidas junto à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans), a mudança da parada de ônibus é provisória.

Essa mudança aconteceu porque a Rua D, onde a linha 609 - Saci/Miguel Rosa passava, é muito estreita, e carros estacionavam nos dois lados da rua, impedindo que os ônibus conseguissem fazer o retorno na via, daí o motivo para realocarem a parada para a Rua E.

Essa mudança é provisória porque já estão construindo outra rua nas proximidades, que funcionará como passagem dos ônibus de maneira adequada e mais próxima da empresa de call center, que fica localizada no Distrito Industrial.

Os funcionários esperam pela mudança, que provavelmente sanará parte dos problemas ocasionados pela distância existente entre o ponto de ônibus e o ambiente de trabalho.


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Fonte: Lucrécio Arrais