Estudante de administração diz ter sido pisado e conta que saiu da boate Kiss por intuição

Estudante de administração diz ter sido pisado e conta que saiu da boate Kiss por intuição

Era tudo preto, eu não enxergava nada. Caí perto da porta e alguém me arrastou [para fora], disse ele

Felipe de Souza, 24, estudante de administração, diz que saiu da casa boate Kiss, que pegou fogo no último domingo (27) e deixou 235 mortos após seguir sua intuição. "A segunda banda começou a tocar e, no meio do show, soltou um foguete. Parecia um sinalizador de futebol.

Todo mundo achou que era briga. Os seguranças não deixavam o povo sair por isso. Depois, foi todo mundo saindo por uma porta desse tamanho [aponta para uma porta pequena]. Se tivesse outra porta, teria saído muito mais gente.

Era tudo preto, eu não enxergava nada. Caí perto da porta e alguém me arrastou [para fora]. Pisaram nas minhas costas, me machuquei. Perdi um amigo. Acho que ele foi no banheiro.

Quando deu o fogo, era um fogo muito pequeno. Em questão de um minuto, dois minutos, preteou a boate. Aí vai na intuição, porque eu não enxergava mais nada. A luz já tinha ido. Caí e consegui sair."

O fogo teria começado na espuma de isolamento acústico da boate, após um integrante da banda Gurizada Fandangueira manipular um sinalizador. Faíscas atingiram o teto e iniciou as chamas. O guitarrista da banda afirmou que o extintor de incêndio não funcionou.

A boate Kiss, com capacidade para até 691 pessoas, recebeu entre 900 e 1.000 no dia do incêndio, de acordo com a polícia.

Quatro pessoas foram presas --dois donos da casa noturna e dois integrantes da banda. O delegado Sandro Meiner afirmou que "as prisões são para possibilitar as investigações dos fatos em todas as suas nuances."

A direção da boate Kiss divulgou nota afirmando que a casa estava dentro da normalidade e creditou o incêndio a uma "fatalidade".



























































































































FOTOS DAS VÍTIMAS



















































































































































































Fonte: Folha