Exigência dos pais candidatos a adotar uma criança dificulta processos de adoção no PI

Exigência dos pais candidatos a adotar uma criança dificulta processos de adoção no PI

O alto índice de exigência dos pais candidatos a adotar criança está dificultando os processos de adoção.

Adotar uma criança não é um processo tão simples, ele requer tempo, paciência e muita vontade dos interessados.

No entanto, o maior problema para que as crianças aptas à adoção saiam dessa lista de espera, segundo a assistente social do Lar de Criança, Luciana Abreu, são as exigências dos casais interessados em adotar.

Dados da Vara da Infância e Juventude mostram que, até o mês de maio, Teresina possuía 24 crianças aptas a serem adotadas. Em 2011 eram 20 nessa situação.

O número de crianças adotadas em 2011, em Teresina, era de 82 crianças e, em 2012, chega a 23. Segundo Luciana, para que essa lista seja diminuída ou até eliminada é necessário que os casais sejam menos exigentes no momento da adoção.

?Os pais querem filhos que não existem e nós estamos procurando filhos para pais. Quando passarmos a procurar pais para filhos que já existem, talvez consigamos diminuir essa lista de espera e terminar essa discussão que tanto se faz hoje em dia em torno dessa questão?, disse Luciana.

O Lar da Criança abriga hoje 57 menores, dos quais oito estão aptos para adoção e o restante aguarda definição, para saber se voltará para sua família de origem ou se vai para adoção.

O perfil das crianças do Lar da Criança, em Teresina, segundo Luciana, é de pessoas com mais de sete anos de idade e com deficiência severa, dentre homens e mulheres.

?As pessoas procuram crianças que geralmente não têm no abrigo. Querem crianças saldáveis, com até dois anos de idade, com preferência pelo sexo feminino e existem também aqueles que preferem crianças de pele clara. Assim é mais difícil?, lamentou.

A realidade piauiense não foge muito ao quadro que se vê nacionalmente quando o assunto é adoção. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quase 40 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos em todo o país.

Desses, 5. 240 estão aptos a serem adotados e esperam que a justiça defina seu destino: voltar para a família biológica ou ser encaminhados para adoção.

Segundo o CNA, que reúne informações sobre crianças e jovens disponíveis para a adoção e pessoas interessadas em adotar, o Brasil comemorou no dia 25 de maio o Dia Nacional da Adoção com 5.240 crianças e adolescentes ainda à espera de uma nova família.

Fonte: Pollyanna Carvalho