Falta de compreensão prejudica a mobilidade dos deficientes físicos

Os maiores problemas são causados pela falta de cumprimento da Lei das calçadas (nº 4.522 de 2014) que regulamenta os critérios de construção e utilização, prejudicando os deficientes físicos

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Não é difícil encontrar imprudências ao caminhar pelas ruas de Teresina. Os maiores problemas são causados pela falta de cumprimento da Lei das calçadas (nº 4.522 de 2014) que regulamenta os critérios para construção e utilização das mesmas, prejudicando principalmente os deficientes físicos.

Os pais e os cadeirantes são obrigados a disputar a rua junto aos motoristas, pois as calçadas estão ocupadas por veículos, e muitas vezes, em locais exclusivos. “Estava saindo de uma farmácia e um carro estava estacionado em frente a rampa do cadeirante. Tive que desviar entre um carro e outro, além de correr o risco de bater no veículo, disparar o alarme e o dono ouvir e discutir. Ela ainda pode se machucar”, relata a mãe Anikele Santos ao lado da filha, Nayara Beatriz de sete anos.

Emocionada, a mãe conta o momento problemático durante o horário de pegar o ônibus. “Essa semana eu fiquei muito chateada e com vontade de chorar, pois o motorista parou o ônibus mais a frente. Quando ela foi descer, o elevador não funcionava, tive que levantá-la e pedir ajuda”, conta.

Sendo assim Anikele faz um apelo. “A consciência deve partir das pessoas. Alguns motoristas não respeitam o direito do outro, tanto de carro particular como de ônibus”, diz.

A dona de casa Conceição Maria, relata os obstáculos diários. “As vezes quase cai por conta de tantas calçadas quebradas, só não me machuquei porque tenho uma acompanhante que me segurou. Além disso, as calçadas das paradas de ônibus não são boas e temos que disputar com os carros. É um sacrifício”, afirma.

Repórter: Daniely Viana

Fonte: Daniely Viana