Família brasileira quer título de mais velha do mundo; têm idades que somam 969 anos

Família brasileira quer título de mais velha do mundo; têm idades que somam 969 anos

Mesmo sem título, os irmãos comemoram a longevidade.

Eles são 12 irmãos com idades que somam 969 anos. Nasceram e cresceram em um pequeno lugarejo chamado Prosperidade, no interior do Espírito Santo. E reivindicam o título de "família mais velha do mundo" no "Guinness".

Hoje, o recorde, calculado pela soma das idades, pertence à família Melis, da Sardenha. Juntos, os nove italianos somam 818 anos --151 a menos que os brasileiros.

A diferença no número de irmãos de cada família (no caso da italiana, uma das representantes tem 105 anos, o que eleva a soma) não desanimou o grupo brasileiro, que iniciou os contatos com o "Guinness" há um mês. A empresa afirma que analisará o caso.

Mesmo sem título, os irmãos comemoram a longevidade. "Temos que agradecer a Deus que a turma chegou nessa idade. Ninguém quer morrer, né?", diverte-se Herminda, 88, a terceira filha de Victorio, descendente direto de italianos, e de Regina.

No dia 15, a família se reuniu em Prosperidade --Helena, 80, que se recupera de um derrame, foi a única ausente.

"Eu já vinha falando: vamos sentar e fotografar, porque no Espírito Santo não tem família mais velha do que a nossa", diz Luiz, 78.

O "Guinness" diz não haver prazo para definir o recorde.

O segredo da longevidade dos Scaramussa são muitos.

Silvino, 76, por exemplo, toma uma taça de vinho ao dia. Igual costume tem Amélia, que também atribui à hidroginástica o vigor físico aos 90 anos. "Faço as atividades mesmo na água fria", conta.

Leandro, 74, e Antonio, 85, não dispensam uma dose de pinga. "Mas é só um golinho", garante o último, que cuida, sozinho, de cinco alqueires de café.

A alimentação saudável é um ponto em comum entre os irmãos. Ausília, 82, diz que regula a carne vermelha. Já a primogênita, Rosalina, 92, conhecida na família pelo apelido de "delegado" devido ao temperamento forte, afirma que "nunca ligou" para doce.

"Até os netos disputavam para ver quem ficava com o final da bacia de almeirão no almoço", conta, aos risos, a caçula, Madalena, 66.

Hoje, os 12 irmãos têm 318 descendentes. A busca pelo recorde de longevidade é coordenada por um deles, o engenheiro Fernando, filho de Zeferino, 86. Ele diz que a família teve a ideia de somar as idades após um primo comentar o caso dos italianos.

A partir disso, fez ligações e preencheu um cadastro e um contrato para verificação das informações --não há remuneração pelo recorde.

No início de setembro, uma família de Viçosa (MG) apagou velas de "mil anos" durante uma festa. A trupe Rozado Costa reúne 17 irmãos -o mais velho tem 69 anos.

Fonte: UOL