Família de menino amputado alerta pais sobre os riscos em creche

Família de menino amputado alerta pais sobre os riscos em creche

Ele conta que o caso foi abafado e outros pais não souberam do incidente.

A família do bebê de um ano que teve parte do dedo amputada em uma creche de Comendador Soares, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, quer alertar outros pais sobre riscos no estabelecimento. Segundo Bruno Gomes, a dona da creche não teria falado sobre o incidente com os responsáveis das outras crianças.

? Falei com vários pais e ninguém sabia do que tinha acontecido com o meu filho. Ela deu férias para todo mundo. Todos os responsáveis que eu falo dizem que vão tirar seus filhos de lá.

Em entrevista, Bruno Gomes repetiu o que relatou à polícia. De acordo com ele, a dona da creche tentou suborná-lo para que o caso não fosse denunciado à polícia.

? Ela dizia que o caso ia demorar na Justiça e que não ia dar em nada. Mas as pessoas precisam saber o que aconteceu, ela continua lá com a creche dela e as pessoas não sabem. Daqui a pouco vai acontecer outra vez.

O caso ocorreu em 2 de julho e os pais da criança registraram a ocorrência na 56ª DP no dia 11. O menino passou por exame de corpo de delito. Segundo a Polícia Civil, as secretarias municipal e estadual de Educação foram oficiadas. A delegacia pediu à prefeitura de Nova Iguaçu a verificação se a creche é regular ou não.

Site entrou em contato com a dona da creche pelo telefone, mas não obteve retorno.

Entenda o caso

De acordo com Bruno, a família foi informada pela diretora da creche que o garoto tinha sofrido um corte no dedo e que fora encaminhado a um hospital da região. O caso ocorreu em 2 de julho e os pais registraram a ocorrência na Delegacia de Comendador Soares (56ª DP) no dia 11.

? Quando recebi a notícia, corri para a unidade e funcionários pediram para eu levar meu filho ao Hospital da Posse, que é referência em ortopedia. Lá, o médico comunicou a necessidade da cirurgia. Eu soube pelo médico que meu filho já chegou à unidade com o dedo amputado e nada pôde ser feito, porque a diretora omitiu todas as informações.

Para o pai do bebê, o sentimento que fica é de indignação e trauma.

? Eu olho para o meu filho e não acredito no que aconteceu. Acho que eu e minha esposa já choramos tudo que tínhamos para chorar. Ele sente muita dor, até porque ainda não está recuperado.

Fonte: R7, www.r7.com