Fiscalização vai reduzir nº de vendedores de água de coco

Fiscalização vai reduzir nº de vendedores de água de coco

Para o vendedor Fábio da Costa, que já trabalha há 20 anos com as vendas, a fiscalização não o intimida.

Aqueles trabalhadores que vendem água de coco no centro da cidade agora devem estar mais atentos. Isso porque a Gerência de Fiscalização da SDU Centro/Norte deu início a um trabalho de fiscalização quanto à venda deste produto na capital. A necessidade veio por conta de uma aglomeração destes profissionais que estão trabalhando de maneira irregular.

Segundo Alexandre Mariano, gerente de fiscalização, a situação detectada mostrou que, atualmente, 250 vendedores estão comercializando seus produtos no centro.

"No decreto estabelecido, este tipo de atividade só pode ser exercida por 69 pessoas devidamente regularizadas. Neste sentido, nossa intenção é dar uma maior clareada na situação", explica o gerente.

Durante os trabalhos de vistoria, também foi registrado um grande relaxamento no exercício da atividade. O gerente de fiscalização Alexandre explica que além da água de coco, muitos trabalhadores passaram a comercializar todo tipo de produto, como água, balas, refrigerantes, entre outros.

Para o vendedor Fábio da Costa, que já trabalha há 20 anos com as vendas, a fiscalização não o intimida. "Acho que eles estão agindo certo, pois tem muita gente que ainda está de forma irregular.

Eu trabalho de maneira correta, mas aqueles que não agem assim devem merecer outro tipo de atenção, porque também não podem ficar sem trabalhar", frisa o vendedor.

Quem já não concorda com a atitude é o vendedor Erisvaldo Ferreira. Ele esclarece que precisa do trabalho para sobreviver e sustentar sua família. "Eu só tenho este trabalho, sobrevivo disso. Além do mais, este tipo de vendedor é necessário em Teresina, já que a procura por água de coco é constante na capital", confirma Erisvaldo.

Entendendo toda esta situação, a Prefeitura também explica que o intuito não é deixar estas pessoas, que estão fora da regularidade, sem trabalho, mas sim removê-las para outros locais.

Quem, portanto, continuar comercializando esses produtos no centro, deve estar devidamente uniformizado, com identificação e alvará de funcionamento.

Fonte: Thauana Cavalcante