Fraudador rouba R$ 2 mi de viúva e gasta tudo em carros de luxo

John Drewe já havia sido condenado em 1999 por faturar R$ 5,1 milhões com a falsificação de obras de arte

O britânico John Drewe, 64 anos, acaba de ser condenado a oito anos de prisão por dar um golpe de R$ 2 milhões na viúva Jeanne Du Feu, 71. Drewe era amigo do marido recém falecido de Jeanne.

Enquanto ela se recuperava em um hospital de uma cirurgia para tratar um distúrbio neurológico, ele fez com que ela assinasse uma série de documentos, alegando que seriam papéis relacionados a sua internação. ?Pensei que estava assinando algo a ver com a minha operação", disse ela ao tabloide Daily Mail.

Drewe usou os documentos para fazer montagens. As falsificações duraram anos. Com os documentos, ele levantou R$ 684 mil com a venda de uma propriedade de Jeanne em Londres, alegando ter investido o dinheiro no exterior, e transferiu uma casa de R$ 1,3 milhão, em Norfolk, região leste da Inglaterra, para seu nome sem o conhecimento de Jeanne.

Em apenas oito meses, Drewe havia gasto todos os recursos com as dívidas do filho e a compra de carros luxos para ele e a filha. Quando Jeanne se viu completamente sem dinheiro, ele a convenceu a pedir dinheiro para pessoas próximas. Foi só quando a viúva resolveu se aconselhar com outro amigo que Jeanne descobriu a farsa. Ao procurar ajuda jurídica, a polícia acabou sendo envolvida no caso e tudo veio à tona.

Em 1999, Drewe foi sentenciado a seis anos por fraude em obras de arte, atribuídas a grandes artistas do século 20, incluindo o pintor britânico Ben Nicholson e o artista suíço Alberto Giacometti. Ele criava documentos falsos, feitos com uma velha máquina de escrever e carimbos, com os quais ele "autenticou" cerca de 200 trabalhos. Algumas das peças recebiam poeira e lama para parecerem antigas. John Myatt, o artista que criava os quadros falsificados e vendidos por Drewe, foi condenado a um ano.

Na época, o fraudador foi pego depois que alguns documentos ligados às falsificações foram entregues à polícia por uma ex-amante. Um negociante enganado por ele chegou a classificá-lo de ?um gênio louco?.

Drewer deixou a escola aos 16 anos e afirma ter sido um agente do Mossad, consultor do Ministério da Defesa de Israel, e inventor de aparelhos estilo James Bond, incluindo um terno para ser usado como proteção em guerras químicas que fica do tamanho de uma bola de golfe, quando dobrado.

Fonte: Época