Funcionária morre e família culpa Hospital Natan Portela

A família afirma que ela foi vítima de uma meningite adquirida dentro do Hospital, onde ela trabalhava há seis anos

A secretária da UTI do Hospital Natan Portella, Orcília da Silva Barbosa de Franca, de 26 anos, morreu no início desse mês, após passar dias internada. A família afirma que ela foi vítima de uma meningite adquirida dentro do Hospital, onde ela trabalhava há seis anos.

?Eu acredito que minha filha adquiriu essa doença no Hospital Natan Portela, pois tinha contato com pacientes. Não sei se ela se protegia como deveria. Já soube de outros casos de funcionárias que adquiriram a doença também, mas elas tiveram mais sorte do que minha filha e não morreram. Nelas, a doença foi mais simples?, relatou a mãe de Orcília, Francisca das Chagas Silva.

Orcília apresentou os primeiros sinais de que não estava bem de saúde no dia 18 de janeiro, quando chegou à casa com uma forte dor de cabeça. No dia seguinte, ela acordou ainda com sentindo dores, tonta e sem enxergar. Sua mãe levou ao hospital, mas os médicos diagnosticavam apenas uma virose simples. ?Nesse dia, ela melhorou e voltou a enxergar a tarde. Mas a noite ela piorou novamente?, explicou a mãe da secretária.

A mãe relata que no dia 20 de janeiro Orcília acordou sem poder se mexer, ficando inerte em cima da cama, até a ambulância, enviada pelo Hospital Natan Portela, pegá-la e levá-la ao médico novamente. ?Nessa segunda vez que ela voltou ao hospital, fizeram vários exames, inclusive o de meningite bacteriana, mas este deu negativo. Outros exames acusaram a meningite viral. Ela continuou internada. No dia 6 de janeiro ela teve uma boa reação aos tratamentos, mas depois teve uma sequência de três paradas cardíacas e acabou morrendo no dia 7?, explicou.

Em nota à imprensa, a direção do Hospital Natan Portela garante que a doença não foi adquirida no local. ?O hospital informa que, apesar de seu quadro de saúde ter indicado uma encefalite (inflamação do cérebro), o diagnóstico ainda não foi fechado?.

Segundo esclarecimentos da diretoria do hospital, ?possivelmente a paciente, ao ficar com baixa imunidade, reativou uma infecção que já possuía, o que se chama na medicina de ?reativação de foco endógeno??.

Segundo a nota, a vítima ?trabalhava na parte administrativa da UTI do hospital, sem qualquer contato com os pacientes. O uso de equipamentos de segurança individual é disponibilizado para todos os funcionários e seu uso é obrigatório?.

Fonte: Pollyana Carvalho