Garoto tem corpo coberto de escamas devido a uma condição de pele terrível

Zhasulan herdou a condição de sua mãe, Ulbibi, que é portadora do gene anormal.

A criança foi apelidada de ?garoto lagarto? porque possui uma condição rara que faz com que ele tenha escamas em de pelos normais na pele.


Garoto de cinco anos fica coberto de rígidas escamas devido a uma condição de pele terrível e rara

Zhasulan Korganbek, do Cazaquistão, sofre de uma grave ictiose, o que provoca as tais escamas acinzentadas. A condição afeta seu rosto, tórax e suas orelhas, e pode variar em termos de gravidade. É possível ver melhora dependendo do clima, geralmente ensolarado.

Apesar da mídia local rotulá-lo como ?garoto lagarto?, a ictiose deriva da antiga palavra grega ichthys, que significa "peixe", devido à semelhança da pele morta e da descamação de escamas de peixe.

Zhasulan herdou a condição de sua mãe, Ulbibi, que é portadora do gene anormal. Apesar de uma matriz portadora não mostrar nenhuma evidência da doença, há um risco de 50% de ter sido passada para seus filhos.


Garoto de cinco anos fica coberto de rígidas escamas devido a uma condição de pele terrível e rara

Esse gene afeta a velocidade com que a pele se regenera, fazendo com que a produção de novas células seja feita muito rapidamente. Dessa forma, essa condição causa um acúmulo de pele, deixando-a áspera e escamosa.

Agora, graças a uma grande unidade de captação de recursos, Zhasulan conseguirá ir para Israel em busca de tratamento, que será possível ajudá-lo a levar uma vida normal. Doadores generosos, tocados por sua situação, contribuíram com mais de R$ 70 mil, que ajudará a financiar seu tratamento.

Enquanto ainda não há nenhuma maneira de evitar a ocorrência de ictiose. Uma clínica em Israel é pioneira em usar lasers, cremes e banhos de água salgada para diminuir os efeitos dessa condição.

Zhasulan já teve um mês de tratamento em um hospital em Almaty, capital do Cazaquistão, e algumas escamas mais duras e incrustadas foram removidas, mas ainda há muito a ser feito.

Fonte: Jornal Ciência