CHEGA AO BRASIL O BYETTA, O MEDICAMENTO INTELIGENTE CONTRA DIABETES

A medicação, entre outros diferenciais, melhora o controle glicêmico do portador de diabetes, promov

30/05/2008 - 17:46

A primeira terapia de uma nova classe de medicamentos para a mais comum das formas do diabetes - tipo 2 -, o Byetta, começa agora a ser encontrada nas farmácias de todo o país. O princípio ativo exenatida, composto sintético de uma substância derivada da saliva do Monstro de Gila, o maior lagarto venenoso dos Estados Unidos, é uma das mais inusitadas novidades para o tratamento do diabetes.

Com múltiplos efeitos, Byetta é o primeiro medicamento inteligente para o tratamento do diabetes porque só funciona quando a pessoa se alimenta e o açúcar no sangue está elevado. Quando a glicemia volta a níveis normais, o medicamento pára de agir, tornando muito baixo o risco da temida hipoglicemia, ou melhor, as baixas taxas de açúcar no sangue, cujos sintomas são fraqueza, tremores, suor frio, tontura, dificuldade de concentração e convulsões, podendo, até mesmo, levar ao coma. Hoje, a maioria dos remédios causa hipoglicemia porque funciona quando os diabéticos precisam, mas também quando não há necessidade.

Esse mecanismo auto-regulador do Byetta é possível porque o medicamento imita um hormônio do próprio organismo que age em diversos órgãos - pâncreas, estômago, intestino e sistema nervoso central -, orquestrando a ação de cada um e estimulando-os somente quando necessário. Byetta também faz com que mais de 80% dos diabéticos percam peso, diferentemente dos demais medicamentos para diabetes, que aumentam ou - na melhor das hipóteses - não interferem no peso dos pacientes. O ganho de peso agrava o diabetes e demanda doses cada vez mais altas dos medicamentos. Ao quebrar esse círculo vicioso, Byetta pode mudar a história do tratamento dessa doença. Uma possível conseqüência dos muitos benefícios do medicamento é retardar a necessidade do uso da insulina, o que tende a acontecer com o diabético tipo 2.

A substância é a única a imitar a ação do GLP-1 e comprovadamente restaurar a produção de insulina logo nos primeiros dez minutos após uma refeição, chamada de secreção de insulina de primeira fase, que está prejudicada nos diabéticos tipo 2 e é extremamente importante no controle da glicose no sangue.

Os estudos de registro da medicação foram realizados em vários países, com duração de 30 semanas. Um total de quase 1.500 pacientes com diabetes tipo 2 foram tratados com Byetta em estudos clínicos controlados a curto e longo prazos e em estudos clínicos abertos de longo prazo. Os resultados mostraram que Byetta diminui de forma significativa os níveis de glicose no sangue, avaliados por meio do teste laboratorial HbA1C (hemoglobina glicada), além de provocar redução progressiva do peso. As extensões dos estudos até três anos provaram que os resultados de controle glicêmico são mantidos ao longo do tempo, e a perda de peso continua, o que constitui grande diferencial no tratamento do diabetes tipo 2, visto que a obesidade está vinculada ao desenvolvimento da doença e de suas complicações, em especial as cardiovasculares.

Em junho de 2005, o Byetta foi lançado nos Estados Unidos e tem sido um grande sucesso, com mais de um milhão de pacientes até hoje. No Brasil, começa agora a ser comercializado, o que aumentará enormemente o número de pacientes a usar o medicamento, já que cerca de 300 pacientes - há algum tempo - fazia uso via importação.

Sobre o diabetes

O diabetes é uma doença progressiva que afeta hoje cerca de 8 milhões de brasileiros e 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Aproximadamente 90% delas são portadoras do diabetes tipo 2, doença que apresenta como característica principal a produção insuficiente de insulina pelo organismo e resistência à ação da mesma. O diabetes tipo 2 é mais comum em adultos acima de 40 anos, principalmente os que estão acima do peso. Os portadores da doença que apresentam níveis altos no teste laboratorial HbA1C são mais propensos a ter complicações como cegueira, amputações, problemas cardíacos e renais.

FONTE: Assessoria

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