Pensão para vítimas de Algodões I ainda será discutida por Wilson

Existem quase mil processos ajuizados pelas vítimas contra o Estado.

22/02/2012 - 08:36
KILDERE RONNE | Procurador busca saída junto ao governador
KILDERE RONNE | Procurador busca saída junto ao governador
Foto: Hélvio Menezes/Jornal Meio Norte

O procurador geral do Estado, Kildere Ronne, deve agendar uma reunião com o governador Wilson

Martins nos próximos dias para tratar da negociação para o pagamento de pensão às vítimas do rompimento da barragem de Algodões. “Tivemos uma iniciativa da Associação das Vítimas da Barragem de Algodões I (Avaba) que propôs um acordo para tentar resolver de vez a questão de indenizações e o prejuízo que essas pessoas tiveram com casas, roça, animais e danos morais. Todos esses prejuízos estão sendo questionados judicialmente”, disse Kildere.

Segundo ele, existem quase mil processos ajuizados pelas vítimas contra o Estado, de valores que variam de R$ 15 mil a R$ 500 mil reais. “São valores milionários e o Estado infelizmente não se preparou

para apresentar um acordo nos termos que as vítimas queriam. Isso porque o Estado precisa de um planejamento orçamentário e financeiro. Não significa que o Estado não esteja presente com as vítimas e, inclusive já ofereceu uma pequena indenização logo no início e através da Sasc vem fazendo acompanhamento diuturnamente”, ponderou o procurador.

Ele ressalta que a Justiça vem contemplando os mais necessitados com os alimentos provisionais e isso foi estendido para mais famílias, o que vai gerar uma repercussão financeira para os cofres estaduais.

“Vou agendar com o governador uma nova conversa para buscar uma saída”, adiantou.

Sem proposta até o momento, o Ministério Público decidiu pedir a antecipação do julgamento da ação e o

pagamento imediato de pensão alimentícia às famílias. A juíza de Cocal, Maria do Perpétuo Socorro Ivani

de Vasconcelos, atendendo ao pedido do Ministério Público, concedeu liminar obrigando o Estado a pagar

alimentos provisionais a 224 famílias. Esta decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça, que estendeu às famílias de Buriti dos Lopes.

FONTE: Sávia Barreto

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