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••• atualizado em 02 de Novembro de 2011 às 04:56

Teresina não tem mais vagas para seus mortos; veja

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Samara Costa


Repórter
Teresina não tem mais vagas para seus mortos; veja
TERRENO OCUPADO | Zona Norte é a região que possui mais cemitérios, como o São José. Foto: Reprodução Jornal Meio Norte
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Enterrar um ente querido na região em que ele viveu tem sido uma dificuldade enfrentada pelas famílias em Teresina. Isto porque os cemitérios tradicionais já se encontram superlotados e mesmo aqueles que ainda têm espaço para novos sepultamentos, estão perto de atingir o limite.

Dos 13 cemitérios que estão sob a administração da Prefeitura de Teresina, dez deles estão em condição de estrangulamento. Apesar de ser possível a reutilização das covas, determinado através do decreto municipal nº 1.365, de 1989, os espaços para novas sepulturas só podem ser encontrados nos cemitérios mais novos e mais distantes do centro da cidade.

Problemas como esses são bastante comuns na zona Norte de Teresina, que possui o maior número de cemitérios. Dos cinco existentes, dois deles enfrentam o problema da superlotação.

O São José, localizado no Bairro Mafuá, é o mais antigo e soma 8700 túmulos e 70 mil pessoas enterradas ao longo de seus 35 mil metros quadrados. Existem casos de famílias que já enterraram até sete pessoas em uma mesma cova.

Da mesma forma, o Poti Velho t e m todas as 807 sepulturas oc u p a - das. Este é um dos menores, com 3,6 hectares e 2100 sepultados. Já os outros três, apesar de ainda receberem novos sepultamentos, já estão próximos de atingir a capacidade máxima. É o caso do Cemitério Santo Antônio, no Bairro Buenos Aires, o maior de toda a região.

O local que já chegou a enterrar 55 mil pessoas em um total de 15 mil túmulos, atualmente não pode receber mais que 200 novos jazigos.

Sepultando em outras regiões

Com a superlotação que se caracteriza em toda a cidade, a saída está sendo a realização de enterros em cemitérios mais distantes de Teresina e muitos já são encaminhados de outras regiões da cidade.

?Dos enterros que são realizados nos cemitérios da região, cerca de 15% a 20% são oriundos de outras zonas da cidade. Um cemitério exige uma área muito grande e essas áreas estão se exaurindo da capital, pois não tem mais espaço e se torna muito caro comprar um terreno dentro da cidade para fazer cemitério?, explica o gerente de Serviços Urbanos da SDU Centro Norte, Robespierre Leite.

Com isso, os cemitérios da região do Santa Maria estão sendo bastante procurados. Os dois existentes na área são os únicos da zona Norte, que ainda tem capacidade para receber novos sepultamentos.

O cemitério que fica no bairro Santa Maria da Codipi já possui 4.037 covas, mas ainda tem capacidade para 800 novos túmulos. E o outro, São João Batista, localizado no Santa Maria das Vassouras, possui ainda 200 covas disponíveis.

?Os cemitérios estão disponibilizados para as pessoas que estão naquela região. Mas por conta de algumas outras zonas estarem lotadas, a prefeitura está autorizando essa transferência para outros cemitérios de Teresina?, completa.

Prefeitura prevê novo cemitério para a zona Norte

Preocupado com a situação atual que se encontram os cemitérios de Teresina, a Prefeitura Municipal já adquiriu um novo terreno na região, com espaço para mais de 20 mil sepulturas. Segundo Robespierre, o espaço tem 10 mil metros quadrados e está situado na localidade Camboa, na região do Santa Maria da Codipi.

?Já existe um projeto para o cemitério e está previsto um investimento de R$ 1,5 milhão para a sua construção. É um investimento grande, previsto para o próximo ano, já que está dentro do orçamento de 2012?, confirma Robespierre Leite.

No entanto, a construção de um único cemitério na zona Norte de Teresina não será suficiente para suprir a necessidade de toda a Teresina. A solução é que cada área tenha pelo menos um novo cemitério. É o que diz o secretário de Planejamento do município.

?É preciso ter novos terrenos, um para cada região da cidade, mas já estão sendo adquiridas áreas. De fato os cemitérios onde têm aquelas sepulturas permanentes faz com que deixe de ter áreas novas. A cidade cresce e precisa de novas opções?, pontua João Alberto.

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