Gerência Sanitária de Teresina busca áreas para abatedouros

A denúncia aponta a falta de estrutura, por exemplo, de pisos

Os membros da Gerência Sanitária de Teresina fizeram visitas no último final de semana à zona Rural da capital piauiense em busca de áreas para a criação e regulamentação de quatro novos abatedouros de caprinos, ovinos e suínos. A medida foi determinada pelo Ministério Público que identificou nove abatedouros clandestinos sem condições sanitárias para a realização do trabalho.

Através de inúmeros registros de irregularidades, o Ministério Público do Piauí constatou que a carne de animais de pequeno porte vendidos em Teresina é oriunda de abatedouros clandestinos.

A denúncia aponta a falta de estrutura, por exemplo, de pisos e paredes permeáveis, utensílios com madeira apodrecida, bancos enferrujados e muita sujeira. Nenhum dos locais possuía registro dentro das normas solicitadas pelos órgãos públicos de inspeção sanitária.

O gerente da vigilância sanitária Francisco Cesário conta que a entidade já está tomando as devidas providências com urgência. Por isso, no final de semana a equipe se deslocou até a zona Rural para pesquisar terrenos que atendam às exigências sanitárias e que não sejam distantes para os trabalhadores.

"O Ministério Público determinou em caráter de urgência para resolvermos a situação e estamos atendendo. A medida também está envolvendo vários órgãos como o Sebrae, a Fundação Municipal de Saúde, a Superintendência de Desenvolvimento Rural e os representantes desses abatedouros para juntos fazermos uma integração e tudo seja regulamentado o mais rápido possível", explica.

Francisco ainda relembra que o abatedouros de bovinos já foram regulamentados há anos pelo então prefeito Wall Ferraz, mas a situação dos locais de abate de animais menores nunca foi formalizado. Agora a nova medida também poderá se estender a esses abatedouros de animais com maior porte.

"Esses abatedouros de bovinos já estão regulamentados e são constantemente fiscalizados, nós vamos entrar em contato com os representantes desses locais para ver a possibilidade de integrá-los nessa nova medida. Dessa forma, esperamos dar mais qualidade e segurança à carne que é consumida pela população", completa.

Fonte: Carolina Durães e Rhauan Macedo