Grito da Terra será no dia 25 de julho no Piauí

Os agricultores juntos vão chamar a atenção do poder publico para as condições precárias que vivem.

Os trabalhadores rurais do Piauí estão se organizando para "invadir" as ruas e avenidas de Teresina, no próximo dia 25 de julho, no "Grito da Terra Piauí", o maior movimento de protesto e reivindicação do homem do campo no Estado. A informação é presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag), Evandro Luz.

"Esse evento tem sido uma luta importante na vida dos trabalhadores rurais de todo o Estado, pois mobiliza, articula e discute sua pauta nas esferas do Governo, sempre lutando por importantes políticas públicas para o desenvolvimento e o fortalecimento das lutas em defesa da nossa categoria", disse.

De acordo com o sindicalista, este ano não será diferente e todos os agricultores juntos vão chamar a atenção do poder publico para as condições precárias que ainda vivem a maior parte dos trabalhadores do campo.

"Será um evento de grandes proporções, como sempre aconteceu em anos anteriores", garante, acrescentando que serão mobilizados todas os municípios, com destaques para as cidades- polo.

O 18º Grito da Terra Piauí, segundo ainda Evandro, vem com a proposta de alertar o Governo e a problemática da seca por que passam muitos de nossos municípios e ainda sobre diversas outras políticas que vêm sendo empurradas com a barriga pelo Governo, em relação às quais se faz necessária uma postura mais prática e combativa.

A Fetag entende que os trabalhadores passam por diversas dificuldades e a seca é uma das maiores, mas é necessário garantir a participação de todos para que este evento não passe como um mero dia de mobilização.

"Mas que seja uma ferramenta para busca de respostas e providências, não apenas para maquiar ou fazer aparecer o movimento do trabalhadores, mas sim para conquistar maior atenção dos governos federias, estaduais e municipais junto a categoria. O nosso grito é a nossa força, e nossa voz não deve ser calada jamais".

Fonte: Raimundo Gomes, Jornal Meio Norte