Haiti encerra buscas de vítimas após resgatar 132 pessoas em 11 dias

Haiti encerra buscas de vítimas após resgatar 132 pessoas em 11 dias

Esta foi a primeira vez que as autoridades confirmam um número de vítimas superior a 100 mil pessoas

O governo haitiano anunciou que está encerrada a etapa de busca e resgate das vítimas do terremoto que afetou o país, informou a ONU neste sábado (23). Segundo o comunicado emitido pela organização, 132 pessoas foram resgatadas com vida pelas equipes internacionais.

Nesta sexta-feira (22), o Ministério do Interior do Haiti informou que, até agora, foram contabilizadas 111.499 mortes pelo tremor no país. Considerando dados oficiais sobre a população do país, de 9 milhões de pessoas, o número atual é equivalente a cerca de 1,2% de toda a população haitiana.

Esta foi a primeira vez que as autoridades confirmam um número de vítimas superior a 100 mil pessoas, por mais que o número fosse previsível segundo o governo haitiano. Líderes do país chegaram a indicar que as mortes poderiam chegar a 200 mil.

Na última quarta-feira (20), o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia confirmado em 75 mil o total de vítimas registradas. A cifra de 150 mil a 200 mil mortos já havia sido aventada pelos americanos, mas o general Ken Keen, que coordena a força especial americana no Haiti, indicou que se tratava apenas de "uma hipótese de trabalho".

Resgates

Nesta sexta-feira, um grupo de socorristas israelenses resgatou um homem de 22 anos que estava preso nos escombros de um prédio em Porto Príncipe. O homem foi achado com vida dez dias depois do terremoto.

Também nesta sexta, uma mulher de 84 anos foi retirada com vida dos escombros de um prédio que desabou em Porto Príncipe.

Rotina

Em meio ao luto, há sinais de que o país caribenho, o mais pobre das Américas, começa a voltar à vida. Os bancos devem reabrir no sábado e as agências de transferência de dinheiro voltaram a operar após reabrirem no sábado.

"Quero pegar o dinheiro enviado pela minha família no Canadá. São 500 dólares, mas é difícil. Há muitas pessoas", disse o empresário Aslyn Denis, de 31 anos, enquanto esperava numa fila com centenas de pessoas do lado de fora de uma dessas agências.

Fonte: g1, www.g1.com.br