Hemopi precisa de sangue para atender no Carnaval

Segundo estimativas do Hemocentro, menos de 1% da população doou sangue voluntariamente em 2014

Mais uma vez o Hemopi está com o estoque comprometido para bolsas de sangue e plaquetas. O Centro de Hematologia está em estado de alerta, já que a quantidade de bolsas é baixa e as doações comprometem o patamar considerado ideal. Atualmente, o Centro recebe cerca de 130 bolsas diariamente, mas o número está abaixo do desejável. Segundo estimativas do Hemocentro, menos de 1% da população doou sangue voluntariamente em 2014.

O Hemopi está em estado de alerta devido a aproximação do Carnaval por dois motivos. Primeiro porque o número de doadores costuma cair e, às vezes, zerar na semana de festas. Segundo, porque no mesmo período o índice de acidentes graves na capital e interior aumenta de forma exponencial. E apesar das várias ações para estimular a doação voluntária de sangue, a população não está comparecendo. O Hemopi possui uma série de parcerias com empresas privadas que promovem campanhas internas e a direção do Centro orienta que as organizações realizem a atividade durante as próximas semanas.

Como o sangue não é um líquido que pode ser produzido em laboratório, a sociedade é co-responsável pela manutenção do serviço. Atualmente, o Hemopi não tem condição de atender uma situação emergencial, por exemplo. E o volume de doações tende a cair nas próximas semanas, época em que são registrados altos índices de acidentes graves.

Cidadãos das principais cidades do Piauí podem doar sangue com praticidade. Além da capital, o Hemocentro possui bases nas cidades de Picos, Floriano e Parnaíba. Em todo o Estado, o sangue tipo O+ é o mais requisitado, assim como A+ e B+. O medo da agulha não deve ser empecilho na hora de ajudar o próximo. Segundo dados do próprio Centro, o número ideal de doações diárias seria entre 180 e 200 bolsas, somando aproximadamente 6 mil bolsas por mês. Vale relembrar que o número está abaixo do ideal.

O diretor do Hemopi ressalta que o ideal seria se toda a população doasse por conta própria, mas este ainda é um sonho distante. “Ainda não sei quando conquistaremos esse fato, mas precisamos acreditar no altruísmo das pessoas e continuar despertando nos piauienses a cultura da doação voluntária de sangue”, frisa Jurandir Martins.

Ser doador de sangue garante uma série de benefícios. O doador voluntário tem direito a um dia de folga ao ano, precisando apenas apresentar o comprovante de doação para a empresa em que trabalha. Doadores também têm direito à meia-entrada em estabelecimentos culturais e a serem atendidos com prioridade nas filas de banco, assim como idosos, deficientes e gestantes, segundo a Lei n° 219/09.

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Fonte: OLEGÁRIO BORGES