Heterossexuais são a maioria entre os infectados da AIDS

Os dados contrariam as políticas que chamam os homossexuais de grupo de risco

Na década de 1980 a AIDS foi associada aos homossexuais devido ao número de infectados na época, há um falso pensamento de que a doença só acomete pessoas que têm relações sexuais com o mesmo sexo ou esse número de doentes ainda é maior entre essa população.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), dos 2.798 casos registrados de 1986 até outubro de 2014, 1.450 são heterossexuais, 496 homossexuais e 415 bissexuais.

Os dados contrariam as políticas que chamam os homossexuais de grupo de risco, como por exemplo, os critérios para a doação de sangue, onde essa população não pode fazer a doação.

"Nos estamos reforçando a informação de que todas as pessoas que fazem sexo sem proteção estão sujeitas a contraírem a doença, seja heterossexual ou homossexual.


Hoje, o HIV está principalmente em homens heterossexuais de 20 a 34 anos, outro número que está aumentado e a feminilização da AIDS, a quantidade de mulheres diagnosticadas está crescendo", revela Andrea Fernanda Lopes.

Antecipando o Dia Mundial de Combate à AIDS, que acontece no dia 1ª de dezembro, o mês de novembro serão realizadas ações de prevenção e conscientização sobre a doença em Teresina.

A preocupação está principalmente no aumento dos casos confirmados em jovens de 20 a 34 anos que já somam 1.743 de 1986 a outubro de 2014. Ontem, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) promoveu uma mobilização social no Shopping da Cidade, onde 300 testes foram feitos.

Este ano, 227 pessoas foram diagnosticadas com AIDS/HIV somente na capital piauiense de janeiro a 29 de outubro de 2014, sendo em 166 casos são do sexo masculino.

Para a coordenadora do programa DST/HIV/AIDS da FMS, Andrea Fernanda Lopes, a falta de conscientização e negligência é uma dos motivos que levaram ao aumento do número de casos de jovens contaminados em Teresina.

"Nós estamos concentrando a campanha nos locais de maior concentração de pessoas como aqui no shopping da cidade, para fazer panfletagem, distribuir preservativos e conscientizá-los.

Como queremos dar uma atenção especial aos jovens, já fomos na UFPI, FACIME onde houve vários casos confirmados, ainda este mês vamos à UESPI", afirma.

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Fonte: Thays Teixeira e Rhauan Macedo