Horário de verão termina hoje à meia-noite e relógios devem ser atrasados

A medida começou a valer no dia 20 de outubro do ano passado e propiciou uma redução de aproximadamente 4,1% da demanda por energia

O horário de verão 2013/2014 termina à meia-noite deste domingo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País. Moradores de Estados dessas regiões deverão atrasar seus relógios em uma hora. Segundo o governo, o País economizou R$ 405 milhões nos 120 dias da vigência da medida.

Os Estados que participaram nesta edição foram Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Tocantins e Bahia, que aderiram à mudança em anos anteriores, não participaram desta vez.

A medida começou a valer no dia 20 de outubro do ano passado e propiciou uma redução de aproximadamente 4,1% da demanda por energia de ponta dos dois sistemas. Desse percentual, 4,3% foi economizado no Subsistema Sul, e 4,1% no Sudeste/Centro-Oeste.

De acordo com o governo, o principal objetivo do horário de verão é economizar energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), historicamente o horário de verão reduz a demanda por energia no período entre 18h às 21h. Em média, segundo a agência, o Brasil economiza de 4% a 5% e anualmente.

Após o término do horário de verão, a Aneel foca na distribuição de energia para as cidades-sede da Copa do Mundo. A agência informou que solicitou às concessionárias de distribuição de energia que atuam nas cidades da Copa que apresentassem seus planos de operação e manutenção. Dessa forma, segundo a Aneel, "serão programadas novas fiscalizações". Metade das empresas já foi fiscalizada e as demais serão avaliadas até o mês de abril.

No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932 pelo então presidente, Getúlio Vargas. A medida é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol. No fim do ano, há também um aumento na demanda por energia, resultante do calor e do crescimento da produção industrial devido ao Natal.

Horário de verão trouxe "aumento da segurança operacional"

Os dados sobre o comportamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), no período de vigência do horário de verão, divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontam para uma redução da demanda por energia elétrica no horário de ponta da ordem de 2.565 megawatts (MW), sendo 1.915 MW no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 650 MW no Subsistema Sul. O ONS informou que, no caso do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a, aproximadamente, 50% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de ponta de Curitiba (1,8 milhão de habitantes).

Para o ONS, no entanto, o principal benefício do horário de verão "foi o aumento da segurança operacional, resultante da diminuição dos carregamentos na rede de transmissão, que proporcionou maior flexibilidade operativa para realização de manutenção em equipamentos". Do total de R$ 405 milhões economizados, os ganhos referentes ao custo evitado com geração térmica para se preservar os padrões de segurança do sistema resultaram em benefícios econômicos de R$ 125 milhões, somente com a redução de geração térmica, no período outubro/2013 a fevereiro/2014.

Mais R$ 280 milhões economizados foram referentes ao custo evitado pela redução do valor da carga esperada para a ponta do Sistema Interligado Nacional, de 2.565 MW, que teria que ter sido atendido por geração térmica. Os números indicam, ainda, que a redução de energia de 295 MW médio representa 0,5% da carga dos subsistemas envolvidos, dos quais 220 MW correspondem ao Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 75 MW ao Subsistema Sul, equivalendo a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro e 14% do consumo mensal de Curitiba, respectivamente.

Fonte: Terra