Hospital fará exame de DNA em bebê claro de olhos azuis de pais negros no Rio de Janeiro

Segundo o jornal Extra, a mãe e o pai desconfiam que a criança tenha sido trocada após o nascimento

O diretor do Hospital Azevedo Lima, em Niterói, na Região Metropolitana, não acredita em troca de bebê na maternidade da unidade. O médico José Luiz Medeiros já pediu que a dona-de-casa Alexsandra Santos, de 34 anos, faça, com urgência, um exame de DNA para checar se ela e o marido são os pais de Gabriel, nascido no dia 3 de novembro de 2008.

Segundo o jornal Extra, a mãe e o pai desconfiam que a criança tenha sido trocada após o nascimento. A dona de casa Alexsandra Santos, de 34 anos, teve seu sétimo filho no dia 3 de novembro. A mãe recebeu alta do hospital no dia 5 de novembro e o bebê, no dia 6. Quando a dona de casa foi buscar o filho na maternidade reparou que o menino era claro e de olhos azuis, muito diferente dela e do pai, que são negros.

O diretor do hospital não acredita na hipótese de troca:

?Solicitei à Secretaria estadual de Saúde um exame de DNA, que é o melhor método para sabermos se o bebê é filho desses pais? José Luiz Medeiros.

Nome trocado

De acordo com o diretor da unidade, um pequeno incidente teria despertado as desconfianças da mãe: ao ter alta, Alexsandra recebeu um folheto explicando como deveria cuidar do recém-nascido ao deixar o hospital. Porém, ela reparou que o seu sobrenome estava grafado de maneira errada.

Em vez de Santos, estava escrito Simões. Esse erro levantou mais suspeitas em Alexsandra.

Medeiros conta que tentou explicar a Alexsandra que o erro é possível, pois algum enfermeiro ou médico poderia ter confudido o sobrenome dela.

De acordo com o diretor do Hospital, foram recolhidos todos os prontuários e históricos de internações de mães e bebês na unidade, no período que Alexsandra teve o filho e não foi encontrado nenhum nome parecido com o dela entre as mães que tiveram filhos no mesmo período.

?Esse erro na grafia do sobrenome não levanta suspeita de que poderia ter acontecido uma troca de bebês. Considero que isso pode ter sido um erro normal, de alguém que não entendeu o sobrenome que estava escrito? argumentou Medeiros.

Probabilidade genética

O diretor do hospital conversou com Alexsandra para saber se haveria possibilidade dela e do marido terem um filho com a cor diferente deles. De acordo com Medeiros, Alexsandra teria contado que seu bisavô era branco e de olhos claros.

Segundo o médico, o fato de Alexsandra ter um parente branco e de olhos claros torna viável ela ter um filho com essas características.

Fonte: g1, www.g1.com.br