Imagem de criança sobrevivente a ataque aéreo repercute na web

Omran Daqneesh, de cinco anos de idade foi resgatado por voluntário

A imagem de um menino ferido após um ataque aéreo à cidade síria de Aleppo está circulando nas redes sociais e chamando atenção para o desespero das vítimas do conflito no país.

O menino seria Omran Daqneesh, de cinco anos de idade. Ele foi uma das vítimas de um ataque aéreo que deixou três mortos e 12 feridos no distrito de Qaterji, controlado por rebeldes e alvo de uma ofensiva aérea por parte de forças do regime Assad.

Um enviado especial da ONU à Síria, Staffan de Mistura, cancelou uma reunião humanitária no meio do encontro, citando sua "insatisfação profunda" com a continuidade dos combates e criticando os dois lados do conflito.

Omran Daqneesh, de cinco anos (Crédito: Reprodução)
Omran Daqneesh, de cinco anos (Crédito: Reprodução)


Cinco delas seriam crianças, segundo relatos, Omran Daqneesh está se recuperando com a família.

As imagens do menino, divulgadas pelo grupo de oposição Aleppo Media Center, mostram a criança sendo levada para uma ambulância, onde fica sentada com olhar atordoado e com parte do rosto coberta em sangue.

Omran Daqneesh, de cinco anos (Crédito: Reprodução)
Omran Daqneesh, de cinco anos (Crédito: Reprodução)


"A face atordoada e ensaguentada de uma criança sobrevivente resume o horror de Aleppo", disse Adib Shishakly, que integra o grupo de oposição Conselho Nacional Sírio

Segundo o Unicef, cerca de 100 mil crianças vivem em áreas sob controle rebelde em Aleppo.  

Omran Daqneesh, de cinco anos (Crédito: Reprodução)
Omran Daqneesh, de cinco anos (Crédito: Reprodução)


Dividida entre o oeste, controlado pelo governo, e o leste, dominado por rebeldes, a cidade é palco de uma disputa sangrenta que já dura quatro anos.

"Estima-se que de 250 mil a 300 mil civis estejam presos em partes de Aleppo que estão sob controle rebelde desde julho. E os governos sírio e russo têm se demonstrado dispostos a conduzir bombardeios aéreos em áreas civis, enquanto rebeldes conduzem ataques, na maioria das vezes ataques de artilharia, em áreas populosas. Hospitais têm sofrido, intensificando a crise humanitária", escreveu Joshi.

Centenas de pessoas foram mortas só nas últimas semanas, segundo organizações que monitoram o conflito.

Fonte: Com informações do R7