Agência diz que há 27 mortos em hotel que teve reféns sequestrados

s agressores armados com fuzis AK-47 eram "jihadistas".

O ministério da segurança do Mali afirmou que não há mais reféns em poder de terroristas que invadiram o hotel Radisson Blu, em Bamako, nesta sexta-feira (20). O cerco durou mais de 8 horas e as forças armadas acabaram invadindo o local onde 170 pessoas chegaram a ficar em poder dos terroristas. Ex-colônia francesa, o Mali fica no norte da África.

A rede de TV CNN e a agência Reuters reportam que alguns sequestradores ainda estão no hotel, nos andares superiores. A CNN informou ainda que 10 corpos foram encontrados, atribuindo a informação a um porta-voz do exército do Mali, Mamadou Coulibaly.

A Reuters relata que 27 pessoas foram mortas, segundo forças de segurança da ONU. A France Presse informa 22 mortos e que 2 deles seriam terroristas. Antes do fim do sequestro, o governo confirmou 3 mortos -- 2 malineses e 1 francês.

"Os sequestradores não têm mais reféns. Eles estão se escondendo nos andares superiores Estão sozinhos com as forças especiais de segurança do Mali, que está tentando tirá-los de lá", afirmou Amadou Sangho, porta-voz do governo, à Reuters.

O sequestro começou às 5h (horário de Brasília, 7h no Mali) desta sexta. Os terroristas fizeram 140 hóspedes e 30 funcionários reféns, segundo a Rezidor, empresa americana que administra o Radisson Blu.

Segunto testemunhas, os agressores armados com fuzis AK-47 eram "jihadistas". Eles percorreram vários andares do hotel recolhendo reféns e se entrincheiraram no sétimo andar.

Alguns reféns foram liberados pelos próprios sequestradores, incluindo duas mulheres, após provarem que eram capazes de recitar versos do Alcorão. Quando percorriam os corredores do hotel, os agressores gritavam "Alá é grande".

Cinco horas depois do início do sequestro, uma primeira investida dos policiais e soldados  libertou algumas dezenas de reféns, mas, segundo a Rezidor, 138 pessoas permaneceram no hotel por até 8 horas, até a invasão das forças de segurança que pôs fim à ação.

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Fonte: Com informações do G1