Autoridades dos EUA acusam homens de desenvolverem arma radioativa

Dispositivo poderia ser ativado remotamente e distribuiria doses letais de radiação ionizada

As autoridades federais dos Estados Unidos acusaram dois homens de Nova York de conspiração por desenvolverem uma arma de raios de energia supostamente capaz de matar os "inimigos de Israel" com a mesma potência da bomba nucelar de Hiroshima.



Um dos homens, membro da organização racista Ku Klux Klan (KKK), garantiu que poderia construir uma arma que provocaria "um estrago como o da bomba de Hiroshima com o simples apertar de um interruptor de luz" e seria capaz de matar "tudo aquilo que puder respirar", segundo o documento de acusação.

A arma caberia em uma caminhonete, poderia ser ativada de forma remota e distribuiria doses letais de radiação ionizada que matariam seus alvos enquanto estivessem dormindo, de acordo com o documento. Os homens, identificados como Glendon Scott Crawford, de 49 anos e Eric J. Feight, de 54, conseguiram construir um detonador para a arma, mas o FBI os deteve após uma operação encoberta sem que nenhum indivíduo fosse colocado em perigo.

Crawford, que segundo as autoridades é quem fez a comparação com a bomba de Hiroshima, membro do KKK, e se referia aos muçulmanos como um "defeito médico", de acordo com a acusação. O complô começou em abril de 2012 e os acusados começaram a buscar componentes para a arma nesta primavera.

O FBI começou a investigá-los quando Crawford pediu o financiamento de uma sinagoga e de uma organização judaica para matar os inimigos de Israel. Os dois homens foram acusados de conspiração para proporcionar apoio material ao terrorismo, e podem ser condenados a 15 anos de prisão.

Os dois compareceram nesta quinta-feira (20) perante um juiz federal em Nova York, que programou uma audiência para a próxima quinta-feira (27).

Fonte: r7