Bombardeio mata ao menos 60 pessoas na Síria, afirma oposição

Bombardeio mata ao menos 60 pessoas na Síria, afirma oposição

Agência oficial afirma que população pediu "intervenção" dos militares

A agência oficial de notícias Sana disse nesta segunda-feira (24) que o exército da Síria respondeu a um "ataque terrorista" em Halfaya, na província de Hama, cenário na véspera de um bombardeio atribuído por militantes às tropas do governo, e que deixou ao menos 60 mortos.

"Um grupo terrorista armado atacou a localidade de Halfaya, cometendo crimes contra a população, amtando várias mulheres e crianças", disse a Sana, que afirmou, citando habitantes, que a população chamou o exército, "que interveio, matando e ferindo muitos terroristas".

O bombardeio, segundo a oposição ao regime do contestado presidente Bashar al-Assad, atingiu a uma fila de espera diante de uma padaria numa localidade rebelde.

Há mulheres e crianças entre os mortos, e a cifra pode subir, pois há pelo menos 50 feridos graves, segundo militantes. Outros ativistas falam que não há como saber o número exato de vítimas, que pode ser bem maior.

Os comitês de militares explicaram que Halfaya enfrenta uma verdadeira crise humanitária com a falta de pão, provocada pelos ataques das tropas do governo, e que dezenas de pessoas se reuniram em frente à padaria no momento do ataque depois de vários dias sem o alimento.

Em um vídeo postado por ativistas, é possível ver muitos corpos entre os escombros de um edifício destruído.

Um homem carrega em suas costas uma mulher ensanguentada, enquanto o cinegrafista diz: "Olha, mundo, olha, o massacre de Halfaya".

Em 30 de agosto, a organização Human Rights Watch acusou as tropas do regime de cometer crimes de guerra, ao lançarem em três semanas bombas em pelo menos 10 padarias de Aleppo, no norte do país.

Segundo a ONG, que visitou seis dessas padarias e entrevistou testemunhas, os ataques contra as filas na entrada das padarias já causaram a morte de dezenas de civis, incluindo 60 pessoas no distrito de Askar Qadi, em Aleppo, em 16 de agosto.

Fonte: G1