Calor e fumaça causam mortes em Moscou

Calor e fumaça causam mortes em Moscou

Capital russa amanheceu novamente coberta por densa nuvem de fumaça nesta segunda

A taxa de mortalidade em Moscou, capital da Rússia, dobrou nos últimos dias devido à onda de calor e à fumaça dos incêndios florestais, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (9) o chefe do Departamento de Saúde da prefeitura, Andrei Seltsovski.

O funcionário afirmou que o aumento no número de mortes está sendo notado nos necrotérios da capital russa, que estão praticamente cheios.

Seltsovski também disse que, em um período normal, Moscou registra diariamente entre 360 e 380 mortes, enquanto agora o número é de cerca de 700.

A capital russa amanheceu nesta segunda-feira novamente coberta pela densa camada de fumaça que há quatro dias atrapalha a vida dos moradores da cidade.

Embaixadas retiram pessoal

Vários países europeus iniciaram no fim de semana a retirada parcial do pessoal de suas embaixadas, bem como de seus familiares, e recomendaram a seus cidadãos que não viajem à capital russa e às áreas afetadas pelo fogo.

As embaixadas e outras representações estrangeiras em Moscou continuaram nesta segunda-feira com os cortes dos horários de atendimento ao público.

O Consulado dos Estados Unidos em Moscou cancelou todas as entrevistas com solicitantes de vistos devido "à complexa situação provocada pela poluição atmosférica em Moscou".

Milhares de pessoas ficaram presas em aeroportos do país por causa das restrições impostas pela fumaça ao tráfego aéreo. De acordo com a rede de TV CNN, os bombeiros ainda registram ao menos 550 focos de incêndio.

O Ministério da Saúde recomenda aos moscovitas que não saiam às ruas nem abram as janelas. O governo também orienta a população a utilizar máscaras - que já começam a virar artigos raros nas farmácias.

Outras medidas incluem recomendações para que as pessoas não façam esforço físico, bebam muita água e evitem o uso de álcool e de tabaco.

Fonte: R7, www.r7.com